26°
Máx
19°
Min

Empresário de Robinho reclama do Palmeiras e pede indenização por troca

Um dos empresários do meia Robinho promete brigar na Justiça por causa do empréstimo do jogador ao Cruzeiro. A justificativa de Luiz Alberto, presidente da LA Sports, é que a empresa não foi informada e tampouco recebeu qualquer quantia pela transferência do jogador. A informação foi confirmada pelo jornal Estado de S. Paulo. O agente, inclusive, notificou o Coritiba por não repassar os valores da transação, que além do meia, mandou o lateral-direito Lucas ao clube mineiro e, em troca, o Palmeiras recebeu o meia Fabrício e o lateral-direito Fabiano.

Os direitos econômicos de Robinho estão divididos em cinco partes. São elas: Palmeiras 50%, DIS 17%, LA Sports 15%, Coritiba 10,5% e Étika 7,5%. O acordo entre os envolvidos é que caso ocorresse uma transferência do atleta para outro clube, o Palmeiras era responsável por passar os 50% que não seus para o Coritiba, que repassaria as empresas citadas anteriormente.

O problema é que, segundo Luiz Alberto, ele não foi consultado para que o negócio acontecesse e também não recebeu pelo empréstimo. O Palmeiras alega que houve apenas uma troca de jogadores, sem envolver dinheiro, por isso não deveria dar qualquer compensação, mas o argumento não é aceito pela empresa.

"Em janeiro de 2015, 50% dos direitos do Robinho foram cedidos ao Palmeiras e o Coritiba ficou responsável pelos outros 50% perante os investidores. O Palmeiras está fazendo negócio sobre o pretexto de que é troca de jogadores e não envolve dinheiro, mas esse argumento não cabe, porque não existe nada gratuito no futebol. Isso está na lei. A permuta é um contrato oneroso onde pode até não ter compensação financeira, mas sim de direitos, então os envolvidos necessitam de uma compensação", disse o advogado da LA Sports, Mafuz Antônio Abrão, em entrevista exclusiva ao Estado de S. Paulo.

O Coritiba recebeu uma notificação lembrando de uma cláusula no contrato do atleta que deixa clara a responsabilidade do time paranaense em repassar a quantia financeira da transação. O que cria polêmica é se, de fato, o empréstimo foi ou não oneroso. Robinho e Lucas foram emprestados até o fim do ano que vem, algo que também deixou os agentes incomodados.