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Gerente do Corinthians banca interino e pede paciência à torcida

O primeiro dia de trabalho do interino Fábio Carille no Corinthians começou movimentado. O substituto de Cristóvão Borges, demitido no sábado, após derrota para o Palmeiras, foi convocado a conceder entrevista coletiva nesta segunda-feira ao lado do gerente de futebol, Alessandro. O dirigente afirmou que o comandante está preparado para o papel e relembrou que será necessário a torcida ter paciência com o rendimento do time.

A derrota por 2 a 0 no Itaquerão deixou o Corinthians quatro pontos atrás do G4. "O Fábio já está sendo avaliado desde o primeiro dia que entrou aqui como auxiliar técnico. Isso é normal do departamento. Se hoje assume responsabilidade muito superior, é porque a diretoria viu capacitação nele para assumir o time nesse Campeonato Brasileiro", afirmou Alessandro.

Carille está no clube desde 2009 e já dirigiu a equipe interinamente em outras ocasiões. A última delas foi em junho, quando ocupou a vaga entre a saída de Tite para a seleção brasileira e a chegada de Cristóvão Borges. Foram dois jogos no time na gestão dele, com uma derrota para o Fluminense e uma vitória sobre o Botafogo, ambas pelo Campeonato Brasileiro.

A primeira partida dele será na quarta, contra o Fluminense, em casa, pela Copa do Brasil. A preparação para a partida começou com uma reunião entre a diretoria, o técnico e o elenco. "Falamos que o time deve ter confiança para que não se erre passes. Vontade e determinação não faltam. No último jogo uma rebatida curta do Vilson causou a possibilidade do Moisés finalizar", explicou.

Segundo o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, Carille deve ficar no cargo até o fim do ano. "Todo presidente gostaria de mudar o técnico com calma para trabalhar. Mas a realidade é outra, a mudança veio no meio da competição. Temos de encarar a realidade", disse. Depois desse prazo o clube pretende analisar as possibilidades de outro treinador.

O gerente pediu para a torcida ter paciência diante deste momento do time e evitar protestos que abalem o elenco. "Quero passar uma mensagem ao torcedor. Sei a sede de vitórias e títulos. Precisamos de tempo para que as coisas se encaixem novamente", comentou Alessandro. "Perdemos atletas jovens e qualificados e esses que estão aqui precisam de tempo para buscar um jogo coletivo a mais. Entendo o torcedor, mas precisa ser mais compreensivo", afirmou.