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Inconformado com eliminação do Vasco, Eurico Miranda pede punição aos árbitros

(Foto: Lula Marques/ Agência PT) - Eurico Miranda pede punição aos árbitros
(Foto: Lula Marques/ Agência PT)

Na onda das reclamações de dirigentes, técnicos e jogadores com relação às arbitragens no futebol brasileiro nos últimos dias, nesta quinta-feira foi a vez de Eurico Miranda, presidente do Vasco, soltar o verbo. Em entrevista coletiva em São Januário, no Rio, o mandatário vascaíno mostrou inconformismo com a eliminação para o Santos, nas oitavas de final da Copa do Brasil, por erro do árbitro gaúcho Jean Pierre Gonçalves Lima e pediu punição aos juízes.

"O que eu quero é que sejam restabelecidos os direitos iguais. O futebol, sem nenhum tipo de problema, os jogadores estão sujeitos a punição, os dirigentes, os profissionais e o árbitro não está sujeito a punição. Eu só queria que me dessem um argumento para o árbitro não ser sujeito a punição. Vou me ater ao jogo de ontem (quarta-feira). Os árbitros não são amadores, são profissionais. Podem se consideram mal pagos, eu acho que são muito bem pagos. A arbitragem do jogo com o Santos custou quase R$ 10 mil. O árbitro atua, erra e dizem: 'Errar é humano'. É, mas todo mundo que erra paga pelo seu erro, o único que não paga é o árbitro", esbravejou Eurico Miranda.

No jogo de quarta-feira - empate por 2 a 2, em São Januário -, o Vasco reclama de um suposto pênalti não marcado no primeiro tempo, após a bola bater na mão do zagueiro Gustavo Henrique, e de falta de Lucas Lima em Alan Cardoso e impedimento de Joel no lance que resultou o gol da igualdade santista no final da partida.

Eurico Miranda apontou o árbitro como responsável por todo desenrolar após a partida, com objetos atirados em campo por torcedores e ofensas do assessor especial da presidência, Eurico Brandão. "Especificamente em relação ao jogo de ontem (quarta-feira), o erro cometido causou prejuízo de toda ordem. Moral, financeira e fica por isso mesmo. O que se analisa depois é uma súmula feita por ele que vai para o tribunal, que julga porque foi atirado um objeto em campo. Um jogo daquela proporção, da maneira como tudo transcorreu na festa. O atleta vai para o tribunal porque foi expulso, não sei se dirigente ou outras pessoas vão por terem falado com ele, e ele? Quem ocasionou isso tudo? Se ele não tivesse procedido da forma como procedeu... Foi ele que provocou isso".

Agora só com a Série B do Campeonato Brasileiro até o final do ano, o Vasco mira o acesso. É isso o que o presidente quer. "Sair da Copa do Brasil foi algo que não mudará muita coisa em nosso orçamento, até porque era uma receita que iria entrar. É claro que era um título que poderíamos conquistar, mas muda nada. Sobre o time, continua a mesma situação. O objetivo que nós temos, que coloco como obrigação, é o retorno para a Série A", afirmou.