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Infantino se declara 'muito triste' por manutenção da suspensão de Platini

Foto: Freddy Zarco/ABI - Infantino se declara 'muito triste' por manutenção da suspensão de Platini
Foto: Freddy Zarco/ABI

Gianni Infantino expressou tristeza pela não revogação da suspensão imposta a Michel Platini, apesar do novo presidente da Fifa só ter conseguido ascender ao cargo mais alto do futebol mundial após as acusações sobre ações financeiras indevidas terem retirado seu antigo chefe da disputa eleitoral.

Platini apareceu durante muito tempo como o futuro presidente da Fifa. Porém, o ex-jogador francês não pôde participar das eleições de fevereiro depois da revelação de um pagamento de 2 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 7,2 milhões) que ele havia recebido da entidade máxima do futebol. Foi quando Infantino, secretário-geral da Uefa, se tornou o candidato da Europa para suceder Joseph Blatter.

A notícia de que a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) reduziu para apenas quatro anos a suspensão de Platini foi recebida por Infantino na Cidade do México, onde o dirigente vai liderar pela primeira vez o Congresso da Fifa.

"Obviamente, como presidente da Fifa, eu preciso respeitar a decisão da CAS. Não há dúvidas sobre isso", disse Infantino. "Em um nível pessoal, a partir disso, me sinto muito triste com esta decisão. Trabalhei com Michel durante os últimos nove anos na Uefa, sete como secretário-geral. Juntos fizemos algumas coisas grandes", acrescentou. "E eu realmente desejo conservar essas memórias positivas. Neste momento quero me concentrar nas memórias positivas", concluiu.

A decisão do painel da CAS, no entanto, elimina um obstáculo potencial para Infantino buscar um segundo mandato à frente da Fifa. As próximas eleições ocorrerão em maio de 2019, e Platini permanecerá suspensa até o final desse ano.

Provisoriamente, o Comitê de Ética da Fifa suspendeu, em outubro, Platini e Blatter. Em dezembro, ambos foram punidos por oito anos. Um comitê de apelações da entidade reduziu, em fevereiro, a punição a seis anos, reconhecendo o logo serviço que os dirigentes haviam prestado ao esporte.

Ambos apelaram à CAS, mas o caso de Platini foi avaliado primeiro, e sua punição foi reduzida em mais dois anos. A CAS disse que "não está convencida sobre a legitimidade" do pagamento de 2 milhões de francos suíços da Fifa a Platini em 2011, nove anos depois do fim do seu trabalho como assessor de Blatter, quando o ex-jogador francês se incorporou ao comitê executivo da entidade.

Questionado se a Fifa iria pedir o dinheiro de volta com a manutenção da punição a Platini, Infantino apenas declarou que "este não é um momento de especular sobre essas coisas".