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Início do Brasileirão é a última chance para "olímpicos" se mostrarem para Dunga

(Foto: Rafael Ribeiro/ CBF) - Início do Brasileirão é a última chance para "olímpicos" se mostrarem para Dunga
(Foto: Rafael Ribeiro/ CBF)

O Campeonato Brasileiro começa neste final de semana com a corrida entre os clubes pelo título e também para alguns jogadores que sonham fazer parte da seleção olímpica e entrar para a história por conquistar a inédita medalha de ouro no futebol para o País. Os jovens jogadores de até 23 anos têm até 14 rodadas para convencer Dunga e a comissão técnica que merecem estar entre os 18 convocados para os Jogos.

A convocação da seleção olímpica não tem data definida, mas deve acontecer na primeira quinzena de julho. É tempo de sobra para o técnico Dunga tirar as suas últimas dúvidas de quem serão os 18 escolhidos. O treinador já chamou sete olímpicos para a disputa da Copa América Centenário, que devem formar a base de seu time no Rio. Ele também vai utilizar os três atletas com idade acima dos 23 anos - um deles será Neymar - e assim, sobram oito vagas para, pelo menos, 17 atletas que jogam no Brasil e mais sete no exterior.

A lista feita pelo jornal O Estado de S.Paulo tem como base as últimas convocações do time sub-23. Alguns deles são nomes praticamente certos como Gabriel Jesus, do Palmeiras. "O pessoal da seleção já me conhece e acompanha meu trabalho no Palmeiras, então quanto mais eu conseguir desenvolver um bom futebol, mais tenho chance de ser lembrado para disputar a Olimpíada", disse o jogador, de 19 anos, e que apareceu na pré-lista da Copa América Centenário.

O que pode fazer a diferença para os garotos que atuam no futebol brasileiro na comparação com os que atuam no exterior é que eles estarão em atividade até o dia da convocação, enquanto que seus concorrentes já estarão de férias. Muitos deles, inclusive, tem atuado pouco em seus clubes. As exceções entre os candidatos do futebol nacional são o goleiro Matheus Vidotto e o atacante Luciano, ambos do Corinthians, que não têm sido utilizados pelo técnico Tite.

O atacante Luan, do Grêmio, outro que tem boas chances de ser convocado, acredita que o ideal é focar no clube. Caso consiga ir bem no Brasileirão, ser convocado para a Olimpíada será natural. "A gente fica na expectativa, mas o objetivo é se manter bem, em alto rendimento, para que a convocação seja consequência", disse o jogador, que em 11 jogos pelo time olímpico fez 10 gols.

Alguns treinadores devem sofrer um pouco mais com as convocações como, por exemplo, Dorival Júnior. O Santos já ficará sem Gabriel, Ricardo Oliveira e Lucas Lima na Copa América Centenário. Pouco depois, pode perder Gabriel novamente, além de Zeca e Thiago Maia.

REFORÇO - Ao contrário de outras edições da Olimpíada, o Brasil deve chegar com força máxima. Tanto que Dunga preferiu ter Neymar nesta competição em vez da Copa América Centenário. E para conseguir ter jovens talentos, a comissão técnica fez um árduo trabalho de garimpagem em busca de jogadores pouco conhecidos que poderiam acabar reforçando países concorrentes.

"Sabemos que eles observam tudo, acompanham muito de perto. É uma comissão experiente", comentou Luan. O trabalho incluiu monitorar atletas com possíveis dupla nacionalidades, como o meia Andreas Pereira, nascido na Bélgica.

No ciclo pré-Olimpíada, a seleção realizou amistosos em datas Fifa para entrosar o time e formar uma base. Outro ponto positivo é que grande parte dos integrantes da seleção olímpica jogam como titular em suas equipes.