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Leco promove mudanças e tira Ataíde da vice-presidência de futebol do São Paulo

O presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, promoveu nesta sexta-feira mudanças na cúpula do clube. O vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, deixou o cargo e assume a diretoria de relações institucionais. Outro alteração é a saída do diretor de futebol, Rubens Moreno, que será substituído no cargo por Luiz Cunha, diretor da base.

O clube decidiu fazer as mudanças por entender que os resultados do time estavam abaixo do esperado em 2016. O São Paulo está em situação complicada na Copa Libertadores, com apenas dois pontos em três rodadas. Já no Campeonato Paulista, faz a pior campanha entre os quatro grandes, com um aproveitamento de 48% dos pontos ganhos e duas derrotas seguidas.

O departamento de futebol recebia grande pressão dos conselheiros por também não ter conseguido fazer uma grande reformulação do elenco para a atual temporada e nem resolver problemas antigos, como a evolução do rendimento do time e o retrospecto melhor em clássicos.

A mudança anunciada nesta sexta-feira manteve no cargo o diretor executivo de futebol, Gustavo Oliveira. O dirigente retornou ao clube em outubro do ano passado, junto com Ataíde Gil Guerreiro. Os dois haviam sido demitidos pelo presidente da época, Carlos Miguel Aidar, mas ganharam nova oportunidade quando Leco assumiu o cargo.

Ataíde era vice de futebol desde abril de 2014. Responsável por contratações e pela montagem do elenco, foi o pivô da crise política que culminou com a renúncia de Aidar, no fim do ano passado. O dirigente, porém, voltou a ganhar força no clube no começo deste ano por ter negociado um novo contrato de TV para o São Paulo para a transmissão do Campeonato Brasileiro de 2019 a 2024. O acordo com a TV Globo foi considerado pelos conselheiros como muito positivo.

As mudanças desta sexta-feira vieram após dias de pressão interna crescente e devem complicar o ambiente político do São Paulo. Ataíde e Moreno são conselheiros e representam, respectivamente, os grupos políticos Legião e Vanguarda, que formam a parte da base que no ano passado elegeu Leco como presidente na disputa contra Newton Ferreira.