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Londrina é multado em R$ 10 mil por novo apagão no estádio do Café

(foto: Daniela Lameira/STJD) - Londrina é multado em R$ 10 mil por novo apagão no Café
(foto: Daniela Lameira/STJD)

Os auditores da Primeira Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Futebol multaram o Londrina pelo apagão ocorrido na partida contra o Paraná, no Estádio do Café, em 31 de maio, pelo Campeonato Brasileiro da Série B.


 A decisão de multar o clube em R$ 10 mil foi tomada em julgamento da noite de segunda-feira (27), e ainda cabe recurso.

Após dois apagões nas partidas contra o Cruzeiro (Copa do Brasil) e Náutico (Série B), o Estádio do Café sofreu pela terceira vez com problemas na iluminação. Na partida contra o Paraná, um novo problema nos refletores gerou um apagão e o jogo ficou paralisado por quase 15 minutos. Tal fato rendeu denúncia ao Londrina por infração aos artigos 206 (atraso), 191, inciso III (deixar de cumprir o regulamento) e 211 (não manter o local da partida com a infraestrutura necessária).

Na tentativa de eximir o clube da culpa, o advogado Eduardo Vargas apresentou documentos do estádio e destacou que o mesmo é administrado pela Prefeitura de Londrina. Vargas ressaltou ainda a falta de manutenção no estádio que tem mais de 40 anos e as dificuldades financeiras do clube, além de explicar os problemas ocorridos anteriormente.

“20% da receita do Londrina fica penhorada por conta de um acordo feito com o Ministério Público. Um estádio de 40 anos que jamais teve uma manutenção na estrutura, cabeamento antigo que vem de fora para dentro e que gerou esses problemas. Ao meu ver não há de se falar de infração ao artigo 211 uma vez que o clube fez e providenciou toda a logística para a partida. Foram 3 episódios de falta de iluminação, distintas e autônomas. No primeiro problema a explosão de um transformador na rua, depois a queima de um gerador providenciado e, neste caso, geradores novos e mais modernos, mas que ao fazer testes para a partida eram incompatíveis com a parte elétrica antiga e houve novamente a queda. Os 14 minutos parados foi o período para reaquecer e religar os geradores”, sustentou o advogado.

Para o Procurador Gustavo Silveira o fato do estádio ser administrado pela municipalidade não retira a responsabilidade do Londrina, mandante da partida. No entendimento do relator, auditor Felipe Bevilacqua, os inúmeros problemas mostram que é um fato estrutural do estádio, mas mesmo ciente disso, o Londrina assumiu o risco de mandar seus jogos lá. “Tecnicamente entendo o artigo 211 mais apropriado. Por conta dos minutos de atraso e por ser Série B, condeno a equipe do Londrina a uma multa de R$ 10 mil”, justificou.

O entendimento foi acompanhado pelo auditor Washington Rodrigues. “Problema recorrente que demanda a falta de atenção e estrutura do estádio. A responsabilidade do Londrina é clara e evidente. Razão pela qual acompanho o relator”, disse.

O auditor Vinicius Sá também acompanhou o voto do relator, enquanto o Auditor Luiz Felipe Bulus votou pelos R$ 10 mil e acrescentou. “Com o relator. Acho que a vitória do Londrina, neste caso, é não ter a interdição do estádio”.

Por entender que a infração se amolda melhor no artigo 191, inciso III, o presidente Paulo Valed Perry aplicou multa de R$ 10 mil ao Londrina por não cumprir ou dificultar o cumprimento do regulamento. “Na minha interpretação não houve uma situação de insegurança. Prefiro absolver nas denúncias no 211 e 206 e manter no 191, inciso III do CBJD. No meu entendimento foi uma falta de planejamento. ”, explicou.