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Mãe de Danilo não julga piloto, mas diz que ele pagou com a própria vida um possível erro

Pais e amigos de Marcos Danilo Padilha, 31 anos, goleiro da Chapecoense, preparam-se para a despedida do jogador, que faleceu juntamente com os companheiros de time devido à queda de um avião perto de Medellín, na Colômbia.

Vestidos com a camisa da Chapecoense, os pais partiram nesta quinta-feira (1º) para Santa Catarina, onde participarão do velório coletivo e depois trarão o corpo de Danilo para o sepultamento em Cianorte. “A dor que eu estou sentindo agora, eu não sei explicar, parece que eu não tenho coração”, declarou Ilaídes Padilha, ainda em Cianorte antes da viagem.

A Aeronáutica Colombiana divulgou os primeiros resultados da investigação sobre o desastre aéreo. A aeronave estava sem combustível, falha grave, já que a legislação exige uma reserva para qualquer tipo de viagem.

Áudios vazados de uma conversa entre piloto e copiloto revelam um diálogo nervoso. Diante das notícias de um possível erro do piloto no cálculo de combustível para fazer a viagem em segurança, a mãe de Danilo mostrou-se ponderada.

“Não julgo ele, cada um age de uma forma. Eu não vou julgar ele, cabe a outras pessoas, mas é difícil. Ele pagou com a própria vida a irresponsabilidade que ele tinha nas mãos dos nossos atletas, dos nossos filhos, da imprensa. A própria vida ele perdeu com essa infantilidade”, declarou.

Trajetória

A relação de Danilo com o futebol começou ainda na infância, já que morava em frente a um campinho onde jogava com os colegas. O amigo Sérgio Maia, que dividia as partidas com o goleiro, conta que Danilo era humilde e batalhador.

A carreira profissional surgiu a partir das categorias de base do Cianorte Futebol Clube, com incentivo de Adir Kist, hoje gerente de futebol do time, mas antes o goleiro titular. Kist incentivava Danilo para que sonhasse com a sua camisa e deu certo.

Após a passagem pelo Cianorte, inclusive sob o comando do técnico Caio Junior, que também morreu no acidente, o jogador passou por oito times e chegou à Chapecoense em 2013, tornando-se um dos destaques da temporada vitoriosa até a final da Copa Sulamericana.

Apesar de não ter a altura considerada ideal para um goleiro, Danilo possuía muita agilidade e poder de reação, também com os pés, responsáveis por garantir a classificação do time catarinense para a primeira final continental.

Colaboração Célia Martinez e Creval Sabino da Rede Massa