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Na volta ao Rose Bowl, Dunga relembra 'tudo' de 1994 e críticas de 1990

(Foto: Rafael Ribeiro/ CBF) - Na volta ao Rose Bowl, Dunga relembra 'tudo' de 1994 e críticas de 1990
(Foto: Rafael Ribeiro/ CBF)

O técnico Dunga aproveitou seu reencontro com o Rose Bowl, na tarde desta sexta-feira (noite no Brasil), antes do último treino da seleção brasileira visando a estreia da Copa América Centenário, neste sábado, contra o Equador, para recordar a Copa do Mundo de 1994, quando levantou a taça pelo tetracampeonato mundial. Aproveitou também para mostrar outra vez que não esqueceu as críticas que recebeu nos tempos de jogador.

Dunga disse que, na chegada ao estádio, relembrou "tudo" o que aconteceu. "É uma parte de uma história do futebol brasileiro, da minha vida, do Gilmar (Rinaldi, coordenador de seleções), do Taffarel (treinador de goleiros). Sem dúvida nenhuma a gente relembra tudo, trajeto, chegada, o jogo ao meio-dia, prorrogação, adrenalina", disse o treinador, em entrevista coletiva na noite desta sexta-feira.

Na sequência, ele lembrou também o quanto foi criticado. "Eram 24 anos sem ganhar, a pressão que não muda nunca, o Brasil pela primeira vez ganhar nos pênaltis", prosseguiu. "Quando eu vejo as imagens, algumas vezes me questiono se era eu mesmo que estava ali e aonde fui buscar coragem, depois de 90... Se eu perco o pênalti não entro mais no Brasil."

Dunga exaltou o fato de ter tido concentração e tranquilidade para fazer o gol. "Só quem teve naquele momento sabe a pressão, a angústia. Apesar de ser um jogo coletivo, (o futebol) é injusto. Porque não é você contra o goleiro (na hora da cobrança do pênalti). É contra o mundo. Tem a obrigação de fazer o gol. Mas tem de manter o equilíbrio e pensar na coisa positiva."

Ao falar da seleção brasileira atual, disse que, apesar dos problemas, como os seis cortes que foi obrigado a fazer, está confiante em bom desempenho. "Perdemos alguns jogadores, mas temos outros de qualidade que têm a grande oportunidade de jogar pela seleção."

Ele, porém, admite que não vai ser fácil bater o Equador, mesmo porque a equipe adversária está bem mais entrosada do que a seleção brasileira. "Não há dúvida que o Equador está na frente. Mantém uma base há bastante tempo. O Brasil está em formação. Temos um trabalho de dois anos teve várias mudanças no decorrer desse tempo."

Dunga definiu a seleção equatoriana como "muito equilibrada, com bons jogadores em todos os setores, com força física e com vários destaques".