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Palmeiras aguarda decisão da Conmebol sobre arena até o fim da semana

(Foto: Thiago Fatichi/ Allianz Parque) - Palmeiras aguarda decisão da Conmebol sobre arena até o fim da semana
(Foto: Thiago Fatichi/ Allianz Parque)

O Palmeiras pode jogar fora de sua arena contra o Rosário Central, dia 2 de março, na estreia em casa pela Copa Libertadores, se não for resolvido o impasse de direitos de imagem do estádio entre a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), o clube e a WTorre, empresa responsável pelo Allianz Parque.

A reportagem conversou com pessoas ligadas ao assunto e os envolvidos acreditam que até sexta-feira a Conmebol já tenha uma decisão e, dependendo da resposta, se inicia uma nova rodada de negociação.

O regulamento da Libertadores é claro. Não é permitido a exibição de marcas de qualquer empresa sem ligação com os patrocinadores da competição. Assim, as logomarcas da seguradora Allianz teriam de ser cobertas na arena, como acontece na Liga dos Campeões e Copa do Mundo, por exemplo. A construtora já avisou que não vai cobrir o nome de sua parceira. O Palmeiras enviou um comunicado para a Conmebol explicando a situação e aguarda retorno.

O problema, porém, é que a Conmebol já abriu algumas exceções para exibição de marcas durante jogos da Libertadores. Além disso, a entidade passou por uma grande reformulação no seu comando, após os escândalos de corrupção, e a nova diretoria ainda não é muito conhecida dos brasileiros. Ela pode aproveitar a situação para abrir exceção e ganhar apoio no País ou bater o pé e mandar que seja cumprido o regulamento.

O Palmeiras tenta negociar para conseguir encontrar um meio termo e jogar em sua casa. Financeiramente, jogar fora da arena seria um prejuízo grande para todos envolvidos. O Palmeiras perderia, fazendo uma conta superficial, mais de R$ 1 milhão só de renda, enquanto a construtora também deixaria de embolsar uma boa quantia, além de ter que dar explicações para o grupo Allianz, proprietário do naming rights do estádio palmeirense.

A WTorre recentemente divulgou um manifesto criticando a entidade, por entender que o veto seria um retrocesso, já que diversos estádios estão se modernizando e ganhando naming rights.

Tanto membros da construtora como do clube asseguram que a última opção seria atuar fora da arena. Caso isso aconteça, os confrontos deverão ser realizados no estádio do Pacaembu.

Se a Conmebol bater o pé e decidir que não abrirá exceção e a WTorre assegurar a exibição das marcas, inicia-se um novo problema. Segundo consta no contrato da arena, o Palmeiras é obrigado a jogar em seu estádio, exceto quando a construtora não permite, por causa de shows ou alguma outra eventualidade, como troca de gramado.

Outros clubes estão de olho no que acontece no caso, como o Corinthians. O time alvinegro ainda negocia seu naming rights e sabe que a decisão da Conmebol deve interferir em outras situações.

Confusão na vistoria

A Conmebol divulgou na terça-feira um comunicado negando que tivesse feito qualquer vistoria no estádio, ao contrário do informado pela construtora e clube.

Houve apenas uma confusão de informação. A Conmebol contratou uma empresa americana para visitar os estádios da Libertadores e esta, por sua vez, acertou com um grupo brasileiro para que ele visitasse os locais, inclusive a arena palmeirense. Ciente da visita, a entidade estuda como deve reagir.