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Rodrigo Dourado vê com naturalidade briga para ser titular do Brasil

Em uma seleção com 18 jogadores, a disputa por posição é mais restrita. Alguns jogadores são titulares indiscutíveis; outros, porque são a única opção em seus setores. Na equipe olímpica masculina de futebol do Brasil isso também acontece. Mas uma posição pode ter três, ou até quatro, jogadores na disputa: a de primeiro volante.

O técnico Rogério Micale, adepto do futebol ofensivo, convocou vários atletas que podem exercer a função: Walace, Thiago Maia, Rodrigo Dourado e também Rodrigo Caio, que preferencialmente é zagueiro. Há a possibilidade de ele escalar um meio-campo bastante ofensivo: nesse caso, Rafinha Alcântara e Renato Augusto se revezariam como primeiro volante. Mas, se mudar de ideia, a briga entre os especialistas vai ser boa.

Um dos postulantes à vaga é Rodrigo Dourado, volante do Internacional, que encara a "briga" com naturalidade. "Primeiramente, é uma disputa sadia. Só de estar aqui entre os 18 é uma felicidade muito grande. Todo mundo quer jogar, mas se jogarmos eu, Walace ou Thiago Maia, quem estiver fora vai torcer pelo bem do País."

O jogador lembra que, se o Brasil conquistar o ouro olímpico, os 18 jogadores entrarão para a história. Por isso, entende que o mais importante é pensar coletivamente. Mas tem seus trunfos para conquistar um lugar no time titular. "O professor Micale conhece minhas características, sabe como posso ajudar. Jogo mais como primeiro volante, mas posso jogar de segundo, o Micale também pode me utilizar de zagueiro, mas há muitos jogadores ofensivos que podem fazer essas funções."

Ele considera que o treinador tem muito a contribuir com o futebol brasileiro. "O trabalho do Micale prioriza o ataque e a defesa, todo mundo tem que atacar e defender para conseguir os objetivos", analisa. "É um treinador moderno, que gosta de jogar com a bola e, quando perdemos, quer recuperá-la rapidamente. Quer aproximação de jogadores, um futebol alegre."