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Vítima das brigas das torcidas ainda não foi identificada, diz IML

O Instituto Médico Legal da zona leste de São Paulo, localizada em Arthur Alvim, ainda não fez a identificação do idoso de cerca de 60 anos que morreu no bairro de São Miguel Paulista nos confrontos entre torcedores do Corinthians e do Palmeiras antes do clássico de domingo. Duas famílias foram ao local, mas não reconheceram a vítima.

A informação contraria o secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, que afirmou que as autoridades já sabiam a identidade da vítima. "A pessoa já foi identificada. Temos nome, idade e qualificação", afirmou em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira.

A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo acompanhou a movimentação ao longo desta manhã no IML e os funcionários confirmaram a permanência do corpo para identificação. A assessoria de comunicação da Secretaria de Segurança Pública afirmou, também na manhã desta terça-feira, que ainda não tinha dados sobre a identificação.

As informações do Boletim de Ocorrência indicam que a vítima tinha em torno de 60 anos, 1,70m de altura, pele branca, apresentava cabelos grisalhos, calvície parcial e exibia um porte físico "forte". O caso foi registrado no 63º Distrito Policial, localizado na Vila Jacuí.

O prazo para identificação é de 72 horas. No final desse prazo, a vítima é sepultada como "corpo desconhecido não-reclamado". Nesse caso, no entanto, o período deve ser estendido.

A identificação pode ser feita de duas formas. Uma delas é o reconhecimento do cadáver diretamente no IML feito por algum familiar ou conhecido. Outra forma é através do envio das impressões digitais para o Instituto de Identificação da Polícia Civil. O prazo para definição da identidade é indefinido, pois o setor atende solicitações de todo o estado de São Paulo.