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Fina promete investigar denúncia de doping sistemático na natação russa

Uma nova bomba caiu sobre o esporte russo nesta quarta-feira, desta vez com efeitos aparentemente devastadores. O respeitado jornal britânico The Times  publicou extensa reportagem que denuncia um doping sistemático nos esportes aquáticos da Rússia, que seria comandado por Sergei Portugalov, chefe da Comissão Médica da Federação Russa de Atletismo. Esta entidade está suspensa das competições internacionais por suspeita também de doping sistemático.

De acordo com o The Times, Portugalov trabalha junto à Federação Russa de Desportos Aquáticos desde 2009. Desde então, já são mais de 40 casos de doping entre os atletas de natação, maratonas aquáticas, saltos ornamentais e nado sincronizado. A reportagem cita que dois atletas, cujos nomes não foram revelados, testaram positivo para eritropoietina, mas tiveram seus resultados encobertos pela Agência Antidoping da Rússia (Rusada), também acusada de encobrir casos do atletismo.

Após a publicação da reportagem do The Times, a Federação Internacional de Natação (Fina) afirmou que vai investigar as denúncias e que espera cooperação do diário. "A Fina tem conhecimento das alegações feitas pelo Times hoje (quarta) e que novos fatos surgirão nos próximos dias. Falamos com o Times para que compartilhem conosco qualquer informação que tenham e que nos auxilie em nosso objetivo primário, que é proteger os atletas limpos da natação. Qualquer nova alegação de doping em nosso esporte será investigada em caráter de urgência. Temos tolerância zero com substâncias que melhoram a performance", assegurou.

A Fina ainda lembrou que tem fechado o cerco contra a Rússia. "Deve ser notado que, apesar de não termos notado qualquer evidência concreta de doping sistemático na natação russa, nós reforçamos nossos procedimentos antidoping em relação à Rússia e às competições russas, à luz das recentes investigações da Agência Mundial Antidoping (Wada)", diz o comunicado. Desde o início do ano passado, a entidade já não levava as amostras colhidas na Rússia para o laboratório de Moscou, que só depois foi descredenciado.

A denúncia trazida pelo The Times supostamente não tem relação com o Meldonium, substância que entrou na lista de proibidas pela Wada no dia 1º de janeiro e desde então já proporcionou o doping de mais de 100 atletas, dos quais pelo menos 25 na Rússia. Um desses casos é o da nadadora Yulia Efimova, quatro vezes campeã mundial e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, sempre em provas do nado peito.