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Thiago Pereira não defenderá medalha olímpica dos 400m medley no Rio

Medalhista de prata nos 400m medley nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, Thiago Pereira não vai tentar repetir o feito no Rio. O nadador de 30 anos não se inscreveu para nadar essa prova no Troféu Maria Lenk, segunda e última seletiva nacional, e, sem sequer ter índice B, não estará nesta disputa nos Jogos.

A Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) listou apenas o Open, em dezembro passado, e o Troféu Maria Lenk, que começa dia 15, como seletivas para a formação da seleção brasileira que vai à Olimpíada. Mas a Federação Internacional de Natação (Fina) aceita, para inscrição nas provas olímpicas, as marcas feitas em diversas outras competições.

Thiago só nadou os 400m medley em uma delas: o Pan do ano passado. Em Toronto, ele completou a prova abaixo do índice olímpico A da Fina, mas acabou sendo desclassificado. Sem esse índice, ele sequer pode ser inscrito na prova na Olimpíada por decisão posterior. Não adianta mudar de ideia.

A decisão de ficar fora dos 400m medley no Maria Lenk é surpreendente porque Thiago é 13 vezes campeão consecutivo da prova, que ele costuma dizer que não gosta de nadar. Na seletiva, ele se inscreveu nos 100m e 200m livre, nos 100m borboleta, nos 200m peito e nos 200m medley - para essa última, já tem índice.

Ele ainda não comentou a decisão, mas fica claro que Thiago pretende entrar em todos os revezamentos, sendo mais provável que consiga participar do 4x200m livre. Para entrar no 4x100m medley, ele precisa também se qualificar para nadar os 100m borboleta na Olimpíada.

O foco de Thiago, entretanto, é o 200m medley. Ele vem de prata no Mundial de 2015 e bronze no de 2013, mas essa é a prova com maior rivalidade na natação mundial na atualidade. Thiago, os norte-americanos Michael Phelps e Ryan Lochte e o checo Laszlo Cseh ficaram os cinco primeiros colocados das últimas três Olimpíadas. Só em Atenas que George Bovell, de Trinidad & Tobago, se meteu entre eles, em quarto.