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Alessandro Rodrigo “brinca” no Engenhão, bate recorde paralímpico e leva o ouro no arremesso de disco

Foto: Francisco Medeiros/ brasil2016.gov.br - Alessandro Rodrigo leva ouro no arremesso de disco
Foto: Francisco Medeiros/ brasil2016.gov.br

Para Alessandro Rodrigo da Silva, o lançamento de disco, um dos mais tradicionais eventos do atletismo, é tão divertido quanto uma brincadeira. E ao disputar a final da prova na classe F11 (deficientes visuais) na noite desta segunda-feira (12.09), no Estádio Olímpico do Rio, parecia mesmo que o brasileiro estava brincando. Em seis tentativas, Alessandro poderia escolher duas para garantir a medalha de ouro. Seu segundo melhor arremesso, de 41.81m, já alcançou quase um metro a mais do que a marca do medalhista de prata, o italiano Oney Tapia, que fez 40.89m.

Mas Alessandro foi além do ouro. Com um lançamento de 43.06m no Engenhão, ele ainda garantiu o recorde paralímpico da prova. “Lançar é como brincar. É gostoso. Quando você vai mal, você quer acertar, e quando acerta você não quer parar”, contou o paulista de Santo André, explicando como superou o começo ruim na prova rumo ao topo do pódio. “No primeiro (lançamento) eu fui muito mal, no segundo também. Mas como você só precisa de um para ganhar, esse um veio”, comemorou.

Ovacionado pela torcida, ele pegou uma bandeira do Brasil e deu a volta na pista, para completar a festa. “A sensação é inexplicável. Além de ser uma medalha de ouro, é um recorde paralímpico dentro do nosso país. Eu acho que não tem como explicar, só quem vive esse momento sabe o quanto é especial. O quanto eu fiz para estar onde eu estou”.

Quando tinha 25 anos, Alessandro contraiu toxoplasmose, doença que o deixou cego. Quatro anos depois, conheceu seu atual técnico, Walter Agripino, que o chamou para treinar. Já na primeira competição, conseguiu o terceiro lugar. E a partir daí treinou manhã, tarde e noite para desenvolver o potencial. “O esporte mudou minha vida. Depois da minha família e de Deus, o esporte é tudo para mim. O esporte é onde eu consigo ter felicidade”, contou.

Fonte: Brasil2016.gov.br