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Após desistir do Rio, golfista faz pouco caso: 'Só verei pela TV o que importa'

Número 4 do ranking mundial e um dos maiores nomes do golfe na atualidade, o norte-irlandês Rory McIlroy deixou claro o grau de preocupação dos golfistas com os Jogos Olímpicos do Rio. Em entrevista coletiva antes do início da 145.ª edição do Aberto Britânico, ele disse que desistir de participar do Rio-2016 não foi uma decisão difícil.

"Estou muito feliz com a decisão que eu tomei e não tenho nenhum arrependimento sobre isso. Eu provavelmente vou ver a Olimpíada, mas não tenho certeza se o golfe vai ser um dos eventos que vou assistir. Provavelmente vou ver atletismo, natação, saltos ornamentais, os esportes que importam", afirmou McIlroy, que havia declarado que não disputaria a Olimpíada por temor ao vírus da zika.

Mais cedo, o norte-americano Jordan Spieth, número 3 do ranking mundial, também anunciou que não virá ao Rio. Alegou motivos de saúde, mas não citou o zika. Disse que a decisão era a mais difícil que tomou em 22 anos de vida. "Não acho que para mim foi uma decisão difícil como foi para ele", comentou McIlroy.

Durante a coletiva, o golfista, que representaria a Irlanda na Olimpíada, deixou claro que o que importa é o dinheiro. "Eu não entrei no golfe para tentar fazê-lo crescer. Eu entrei no golfe para ganhar campeonatos."

Nas entrelinhas, McIlroy indicou que o controle de doping é um dos motivos pelos quais muitos golfistas estão abrindo mão de disputar a Olimpíada. No circuito profissional de golfe não há controle algum. A ponto de o irlandês só ter sido testado uma vez no ano, em junho, dias antes de desistir da Olimpíada.

"Só fui testado uma vez pela IGF (Federação Internacional de Golfe), mas foi apenas um teste de urina. Eu nunca fiz um teste de sangue. Ao longo dos anos, muitos atletas têm recebido visitas nas suas casas para fazer testes de sangue e urina. Eu acho que os exames antidoping no golfe ainda estão um pouco longe dos outros esportes."