22°
Máx
16°
Min

Após duas Olimpíadas pela Espanha, Felipe Perrone festeja chance de jogar em casa

(Foto: Divulgação)  - Felipe Perrone festeja chance de jogar em casa
(Foto: Divulgação)

Felipe Perrone nasceu no Rio de Janeiro, há trinta anos. Com duas Olimpíadas no currículo, o melhor jogador do mundo de polo aquático finalmente vai disputar a primeira com a toca do Brasil. Depois de optar pela cidadania espanhola, da avó, para poder jogar em uma seleção competitiva internacionalmente, Perrone está de volta para liderar o time da casa nos Jogos Olímpicos do Rio.

"Essa Olimpíada para mim uma coisa especial. Sou carioca, vem a família toda assistir, aproveitar o momento. Eu fiquei muito feliz com essa decisão (de voltar a jogar pelo Brasil) e feliz com conseguir chegar a essa Olimpíada com um time competitivo", destacou o atacante, depois do treino de reconhecimento do estádio Aquático Olímpico.

O Brasil pode nem chegar a jogar lá. A competição de polo aquático começa no Maria Lenk e só migra para a arena montada especialmente para o Rio-2016 nas quartas de final. A seleção brasileira está no Grupo A com Sérvia, Grécia, Austrália, Japão e Hungria e deve precisar de duas vitórias para avançar entre as quatro primeiras.

O time, que ganhou a surpreendente medalha de bronze na Final da Copa do Mundo, no ano passado, não tem tido grandes atuações nesta temporada. Isso faz com que aumente a expectativa para o que será o Rio-2016. O próprio Felipe Perrone está ansioso para saber se a campanha será um sucesso ou fracasso.

"Nas duas outras Olimpíadas, era um objetivo muito claro. A gente (a Espanha) optava por brigar pelas medalhas e sabia o nível que a gente estava. Aqui no Brasil acabou sendo um projeto muito rápido. A gente fez jogos incríveis, da mesma forma que fez jogos muito ruins. A gente confia que vai dar o máximo do nosso nível, mas só aqui a gente vai saber o nosso teto, onde esse time pode chegar", analisou.

De qualquer forma, fica a certeza de que o cenário não é mais o mesmo do que aquele que Felipe deixou de jogar pela seleção brasileira, após o Pan de 2003. "Acho que representar o Brasil não é só botar a touca verde amarela. É ter as condições de treinar e poder participar para as pessoas poderem se identificar com a gente. Dessa vez a gente chega aqui e os times respeitam a gente".