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Após prata, Wu diz que se convenceu de que torcida influi no resultado

(Foto: Danilo Borges/Brasil2016.gov.br) - Após prata, Wu diz que se convenceu de que torcida influi no resultado
(Foto: Danilo Borges/Brasil2016.gov.br)

Neto de chineses, Felipe Wu sempre acreditou que torcida não influi em resultado. Era ele, a pistola, o alvo e só. Competir em casa em uma Olimpíada, porém, fez o brasileiro mudar de ideia. Empurrado por uma barulhenta torcida em Deodoro, Wu ganhou a prata de prata na pistola de ar 10 metros, a primeira do Brasil no Rio-2016, e admitiu que foi motivado pelos gritos.

"Dá para ouvir e muito. Em alguns momentos distrai, mas a maior parte do tempo dá uma energia muito boa. Quando eu estava de cabeça baixa, dava uma animada. Até hoje de manhã eu sempre falava que a torcida não fazia diferença. Mas vi que faz sim. Senti uma energia muito boa", contou o primeiro medalhista do Brasil nesta Olimpíada.

A medalha veio no Centro de Tiro Esportivo Guilherme Paraense, local que recebeu esse nome em homenagem ao primeiro medalhista olímpico brasileiro. Agora, a história está reescrita. "A medalha demorou, mas quando as pessoas me pedirem entrevista vão falar da medalha de 2016, não só de 2020", aposta.

Com a faculdade de engenharia trancada, Felipe Wu quer manter-se atirando, agora com mais apoio das esferas governamentais, mas sem deixar de lado os estudos. "Espero poder continuar me dedicando. Quero voltar à faculdade. Gosto de estudar e fazendo só esporte fica meio maluco. Antes o hobbie era o tiro, agora é profissão."