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Após sustos, condições climáticas não devem afetar eventos olímpicos

(Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil) - Após sustos, condições climáticas não devem afetar eventos olímpicos
(Foto: Fernando Frazão/ Agência Brasil)

O mar agitado e o vento forte que causaram diversos danos às estruturas provisórias dos Jogos Olímpicos do Rio nos últimos dias não devem afetar a competição, que começa efetivamente no próximo sábado. Pelo menos essa é a previsão da Climatempo, que prevê a chegada de uma frente fria ao Rio, mas nada que possa ter atrapalhar as provas.

"Essa primeira semana de agosto vai ser marcada pelo avanço de uma frente fria que não vai trazer grandes temporais, mas altera a condição do tempo. A gente vai ter um afastamento da frente fria pela região e vai ter uma condição um pouco mais favorável para um tempo mais frio nos primeiros dias", analisa César Soares, meteorologista da empresa.

Nos últimos dias, as condições climáticas causaram transtornos. Na quarta-feira passada, dois dutos de ar condicionado da piscina de aquecimento do Estádio Aquático foram danificados pelo vento. No sábado, a ressaca do mar atingiu o Centro de Transmissão de TV da Olimpíada em Copacabana, na altura do Posto 5.

As ondas tiveram longo alcance e chegaram até o calçadão, assustando moradores e turistas. Combinada a ventos fortes, a ressaca destruiu numa das rampas da Marina da Glória, onde serão realizadas as competições de vela na Olimpíada. A estrutura é temporária e serve para o acesso dos barcos à Baía de Guanabara.

Ao menos até onde a meteorologia consegue prever com boa precisão, a Olimpíada do Rio não deve ver o mar revolto como no fim de semana. O problema maior é para os atletas do triatlo e das maratonas aquáticas, que terão que se arriscar dentro da água que é gelada até no verão.

"Toda vez que o mar fica revolto, acontece ressurgência, que é quando as águas mais profundas sobem até mais próximo da superfície. Isso afeta diretamente o resultado do atleta", explica Soares.

Na Lagoa Rodrigo de Freitas, as condições climáticas também serão determinantes não só no resultado, mas, antes disso, na realização das provas. Na última segunda-feira, os treinos da manhã foram cancelados porque ventava forte.

Prevendo que isso pode voltar a acontecer durante a Olimpíada, a Federação Internacional de Remo, a Fisa, já marcou todas as largadas para no máximo 13h. Tudo para, em caso de imprevistos, ter a tarde como um plano de emergência.

Chefe da equipe brasileira de remo, Marcelo Varriale acredita que o cenário não preocupa. "Isso fazer parte do remo. Pode qualquer incidência maior de que vento que pode ter que alterar o agendamento das provas. Tem o período da tarde com reserva exatamente para isso", argumenta, lembrando que ainda há um dia extra na programação, para o caso de um dia todo de provas ser cancelado.

De acordo com ele, as rajadas fortes de vento na região da Lagoa são normais nessa época do ano. Em agosto de 2015, a Fisa alterou em cima da hora todo o cronograma do Mundial Júnior, que valeu como evento-teste, antecipando provas em um dia como precaução diante das previsões de vento forte nas finais.

Durante a Olimpíada, porém, a previsão é de que não haja problemas para o remo. "Até pode ter uma intensificação do vento um dia antes, por passagem de frente fria, isso é possível. Mas, durante as baterias, pelo que a gente está analisando, não há condições de ventos fortes", finalizou Soares.