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Árbitros intervêm e etíope que perdeu sapatilha vai à final dos 3 mil metros

(Foto: Rio 2016) - Árbitros intervêm e etíope que perdeu sapatilha vai à final
(Foto: Rio 2016)

A etíope Etenesh Diro viveu um drama na manhã deste sábado no Engenhão. Depois de liderar o primeiro terço da prova dos 3 mil metros com obstáculos, ela ocupava a segunda posição e teve o calcanhar pisado por uma das adversárias, que tropeçou. Com a sapatilha direita rasgada, a atleta tentou recolocá-la, não conseguiu e decidiu tirar o calçado e seguir em frente até cruzar a linha de chegada.

Por decisão da arbitragem, Diro avançou à final, mesmo não tendo conseguido fazer o tempo necessário para se classificar. Os árbitros entenderam que a atleta da Etiópia foi prejudicada e decidiram deixá-la disputar a final. Outras duas atletas receberam o mesmo benefício: Sara Louise Treacy, da Irlanda, e Aisha Praught, da Jamaica.

A atleta teve três interrupções na prova. O primeiro foi o tropeção. Em seguida, ela parou para tirar a sapatilha direita e, em seguida, tirou a meia. No final da prova, o choro mostrou o tamanho do seu sacrifício. A atleta deixou a pista no Engenhão amparada por funcionários após recusar a cadeira de rodas. Por alguns segundos, ficou deitada na pista com dores no pé direito. Ela seguiu para o departamento médico para receber atendimento.

Um dos comissários da prova gentilmente devolveu a sapatilha e a meia que ela havia deixado no lado oposto da pista. A etíope não teve contato com a imprensa após o incidente.

O estádio do Engenhão reconheceu o esforço e aplaudiu a etíope a cada volta do estádio. Foi ovacionada principalmente depois que desabou no chão.

Com os tempos registrados na temporada, Etenesh teria facilmente se classificado para a final olímpica, que será disputada no domingo. O incidente, entretanto, fez a atleta registrar apenas 9min34s70 e terminar sua bateria em 7.º lugar. Na classificação geral, ocupou somente a 24.ª colocação. Em Londres, a atleta chegou em 5.º nesta prova e seu tempo era um dos melhores do ano.

A prova é uma das mais difíceis do atletismo e exige uma combinação de resistência, força e velocidade. Cada corredor tem de ultrapassar 28 vezes as barreiras, além de pular, obrigatoriamente, sete vezes sobre o fosso de água. Na modalidade para mulheres, as barreiras possuem uma altura menor. Até o início do drama da etíope, os torcedores vibravam com cada superação do fosso de água.

Mulher do maratonista Marílson, Juliana dos Santos não teve um bom desempenho na prova. Especialista nos 5 mil metros, a brasileira disputou essa prova pela primeira vez nos Jogos Olímpicos. Com o tempo 9min45s95, terminou apenas na 15.ª posição. Atrás da atleta da casa ficaram apenas uma canadense e uma japonesa.