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Asafa Powell se diz agradecido com chance de disputar sua última Olimpíada

O jamaicano Asafa Powell quebrou barreiras no atletismo (Foto: Getty Images) - Powell se diz agradecido com chance de disputar sua última Olimpíada
O jamaicano Asafa Powell quebrou barreiras no atletismo (Foto: Getty Images)

Até surgir a lenda Usain Bolt, o jamaicano Asafa Powell quebrou barreiras no atletismo. Nos Jogos Olímpicos do Rio, o velocista se aproxima do fim da carreira, com menos brilho do que gostaria. Fora da prova individual dos 100 metros, a única participação dele é na composição da equipe da Jamaica no revezamento 4x100m. Apesar da decepção, tenta se conformar com a oportunidade.

"Fiquei desapontado de não conseguir (a classificação), é a primeira vez que estou no time e não no individual. Mas estou aqui para apoiar, dar ao time o meu melhor. Muitas pessoas estão apenas assistindo e eu estou aqui, sou agradecido por isso", afirmou.

Aos 33 anos, Asafa terminou a seletiva jamaicana de atletismo em quarto lugar, com o tempo 10s03, e cedeu lugar para outros talentos da nação caribenha. Será a última Olimpíada do veterano, que vê a aposentadoria se aproximando. "Amo esporte, tento dar o meu melhor e vou continuar fazendo isso, também amo meu país, mas definitivamente vou me aposentar, minhas pernas não aguentam mais uma."

Ele também aproveitou para brincar com Bolt: "Esteja preparado para isso". E acrescentou que o companheiro de equipe sabe que está ficando velho. Durante um evento na última segunda-feira, na Cidade das Artes, no Rio, o bom humor marcou a participação da dupla. Quando posou para os fotógrafos, Asafa perguntou se precisava tirar a camiseta. Quando o homem mais rápido do mundo entrou no palco, questionou por que o compatriota gosta tanto de mostrar a barriga. E os dois caíram na risada.

As brincadeiras mostraram o companheirismo entre os jamaicanos. Fator que foi apontado por Asafa como determinante para os incríveis resultados da equipe nos últimos anos. "Nós temos um ótimo time aqui, há uma química. A união é o que nos faz tão bons", exaltou. A confiança é tanta que o ex-recordista mundial não apontou nomes ao falar dos concorrentes, ele alegou que só ver jamaicanos à frente. A declaração veio acompanhada de sarcasmo.