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Bimba e Patrícia Freitas ficam em 7º e 8º na RS:X; Zarif tem chance de bronze

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil) - Bimba e Patrícia Freitas ficam em 7º e 8º na RS:X
(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)


Os velejadores brasileiros da classe RS:X ficaram longe do pódio neste domingo, ao fim da medal race, na Olimpíada do Rio de Janeiro. Ricardo Winicki, o Bimba, terminou na sétima colocação geral, enquanto Patrícia Freitas foi a oitava colocada na versão feminina da prova.

Bimba era a maior aposta de medalha na classe por ser mais experiente, com um título mundial e o quarto lugar conquistado nos Jogos de Atenas, em 2004. No entanto, não conseguiu chegar ao pódio porque foi apenas o sexto colocado na medal race, a regata final da disputa, que vale pontuação dobrada.

Ele só poderia brigar pela medalha de bronze porque o ouro e a prata já estavam definidos. O holandês Dorian van Rjsselberghe ganhou a medal race e sacramentou a primeira posição geral e o bicampeonato olímpico.

Ao todo, venceu oito das 13 provas que disputou. Sorridente e bem humorado, disse que evitou comemorar por antecipação. "Somos profissionais", disse ele, que iria comemorar numa casa patrocinada por cervejaria, na companhia do rei da Holanda, Guilherme Alexandre. "Não gosto muito de cerveja. Mas vou me divertir do mesmo jeito".

Crítico da poluição da Baía de Guanabara, ele lamentou que o Rio de Janeiro não tenha cumprido o compromisso de limpar o mar. "Brasil fez uma promessa alguns anos atrás, e não a cumpriu. Há muitos problemas no País, é um lugar muito bonito. É uma pena", disse Rjsselberghe.

O britânico Nick Dempsey levou a prata, apesar de ter ficado em quarto lugar na regata final. O bronze foi para o francês Pierre le Coq, sétimo na medal race.

No feminino, Patrícia Freitas teve bom desempenho na regata final, com o quarto lugar, porém não o suficiente para levá-la ao pódio. Bicampeã pan-americana, a brasileira ficou em oitavo lugar. Patrícia chegou a vencer uma das baterias ao longo da disputa e figurou até em 5º geral. O 8º lugar é sua melhor posição em Olimpíadas, depois de ser 18° em Pequim-2008 e 13° em Londres-2012.

A francesa Charline Picon ganhou o ouro nesta classe, ao terminar em segundo lugar a medal race. Emocionada, ela se abaixou e encostou a cabeça na prancha, como se não estivesse acreditando, ao fim da disputa. Estava no quarto lugar geral, embolada com outras seis atletas, antes de buscar o ouro. A medalha de prata ficou com a chinesa Peina Chen e o bronze, com a russa Stefaniya Elfutina.

Também neste domingo o Brasil sofreu um duro revés na categoria 470 feminino. Ana Barbachan e Fernanda Oliveira, cotadas para subir ao pódio, queimaram a largada. Elas vão perder 21 pontos e caíram para o oitavo lugar geral. Elas têm mais três regatas para se recuperar antes da disputa da medal race, na quarta-feira.

Na versão masculina da prova, Henrique Haddad e Bruno Bethlem foram mal neste domingo e figuram agora na 24ª colocação geral, entre 26 competidores. Com estes resultados, os brasileiros praticamente não têm mais chance de medalha. A classe tem ainda três regatas antes da medal race.

O velejador Jorge Zarif, da Finn, vai à regata de medalhas na terça-feira, com chances matemáticas de ganhar um bronze. Ele saiu do mar frustrado, depois de terminar regatas em 15º e 9º. "Estar entre os dez primeiros do mundo é bom em qualquer coisa, até bolinha de gude. É até chato dizer isso, mas terminar em quarto ou em vigésimo na Olimpíada é quase a mesma coisa. Vamos tentar buscar o terceiro", disse ele, que enfrentou muita variação de vento, e se manteve na sexta posição.

A dupla Isabel Swan e Samuel Albrecht também foi classificada para a medal race da Nacra 17 em 10º lugar, sem chances de medalha.