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Brasil encara o Iraque para vencer e 'isolar' a pressão nos Jogos Olímpicos

(Foto: André Borges/ Agência Brasília) - Brasil encara o Iraque para vencer e 'isolar' a pressão nos Jogos
(Foto: André Borges/ Agência Brasília)

Vencer e convencer. A surrada expressão, chavão no futebol, se encaixa perfeitamente às necessidades da seleção olímpica de futebol masculino no jogo deste domingo contra o Iraque, pela segunda rodada do Grupo A. O empate na estreia com a África do Sul aumenta, e muito, a pressão sobre o time no jogo marcado para as 22 horas, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Vencer é obrigação para não colocar em risco a classificação às quartas de final - um novo tropeço e o último jogo pelo Grupo A, contra a Dinamarca, poderá se tornar dramático. Convencer é preciso, uma vez que, depois da decepção da primeira partida, tudo o que se espera de Neymar e cia. é que joguem futebol de qualidade técnica, criativo e competitivo.

Até porque o Iraque é o adversário mais fraco da chave, tem na velocidade o único ponto de destaque e parece ter vindo ao Brasil mais para se divertir do que para competir. Na última sexta-feira, por exemplo, a delegação viajou de Brasília ao Rio de Janeiro para participar da cerimônia de abertura da Olimpíada e retornou neste sábado.

O técnico Rogério Micale não vai mexer no time e manterá a proposta de jogo que pede marcação sob pressão na saída de bola do adversário, toque de bola, movimentação constante e triangulações. “Há um conceito de jogo estabelecido e não será em razão de um empate que vamos mudar tudo o que trabalhamos", justificou.

No entanto, a partida pode ser decisiva também para Gabriel Jesus. Mais novo jogador da equipe olímpica, o atacante de 19 anos não jogou bem no amistoso contra o Japão e também contra a África do Sul. Pior: abateu-se muito pelo gol perdido sem goleiro, quando acertou a trave na partida contra os sul-africanos.

Rogério Micale e os companheiros optaram por “abraçá-lo" para que recupere a confiança, mas caso venha a ter nova atuação apagada neste domingo, poderá perder a posição para Luan. O gremista foi muito bem nos treinamentos, entrou igualmente bem contra os sul-africanos e tem se adaptado melhor à posição central do ataque no esquema 4-3-3 de Micale, enquanto que Gabriel Jesus, acostumado a jogar pelos lados, tem ficado pouco à vontade nesse posicionamento.

PROMESSA DE REAÇÃO - De Neymar, a estrela do time, o treinador espera que evolua em relação à estreia, quando, apesar de ter participado dos principais lances da seleção, perdeu várias disputas de bola e movimentou-se menos do que normalmente. O atacante voltou de férias recentemente e está sem ritmo de jogo, segundo o próprio preparador físico da equipe olímpica, Marcos Seixas. Mas a expectativa é de que se apresente melhor.

Apesar de ter definido o empate na estreia como “derrota", Neymar não vê motivo para preocupação excessiva, aposta em um crescimento gradual da equipe no torneio olímpico e acredita que isso já poderá ser visto contra o Iraque. “Vamos manter a calma e ajeitar as coisas o mais rapidamente possível", afirmou na última quinta-feira.

Após as vaias recebidas na estreia, os jogadores também pedem apoio dos torcedores neste domingo. “Temos que jogar juntos. Precisamos da ajuda deles", disse o meia Renato Augusto, bastante vaiado ao ser substituído.

África do Sul e Dinamarca também se enfrentam neste domingo pelo Grupo A, no estádio Mané Garrincha. Fazem a preliminar, às 19 horas.