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Brasil equilibra o jogo, mas cai para a França nas quartas do handebol masculino

Brasil equilibra o jogo, mas cai para a França nas quartas do handebol

Depois do êxito do salto com vara e do vôlei masculino, a torcida não conseguiu por meio de vaias desequilibrar a seleção masculina de handebol da França. O Brasil bem que tentou e chegou a fazer um jogo equilibrado nesta quarta-feira, mas perdeu por 34 a 27 para o time bicampeão olímpico pelas quartas de final dos Jogos do Rio, na Arena do Futuro, na Barra da Tijuca.

As grandes defesas do goleiro Maik e a excelente atuação de Alexandre Pozzer, o Tchê, Thiago Santos e Zé Guilherme garantiram um jogo equilibrado diante dos franceses, melhores do mundo da atualidade. A zebra brasileira parecia possível até a segunda metade do segundo tempo, quando a França teve a primeira possibilidade de abrir vantagem no placar numa partida dura.

Frustrações à parte, a seleção brasileira deixa o torneio com a melhor participação em Olimpíada. Após um 10º lugar em Sydney e um 11º lugar em Pequim, O Brasil termina a sua participação no Rio-2016 como uma das oito melhores da Olimpíada.

EQUILÍBRIO - A França começou no ataque, mas a bola bateu no corpo do goleiro Maik. No seu primeiro ataque, a seleção brasileira fez o primeiro gol. Guilherme marcou forte. Depois, numa ligeira vantagem, o time francês chegou a fazer 5 a 2. Numa pedida de tempo, o técnico espanhol Jordi Ribera pediu calma ao time. O Brasil voltou melhor e empatou o jogo, para delírio das arquibancadas. Maik fez uma sequência de grandes defesas, compensando as aberturas deixadas pelo time brasileiro. O Brasil, então, virou o jogo, 7 a 6.

O equilíbrio entre as duas equipes marcou a sequência do jogo. A França abriu vantagem de até três gols, mas viu o Brasil empatar em 15 a 15. A torcida, que trocara as vaias aos franceses por gritos de incentivos ao time brasileiro, acordou. Mais vaias. Nos minutos finais do primeiro tempo, com a França com apenas um gol na frente, Maik voltou a fazer uma ótima defesa e Thiago Santos, no ataque, empatou, 16 a 16. Na saída para o vestiário, os jogadores do Brasil ergueram os braços para pedir ainda mais incentivo da torcida.

Com contra-ataques rápidos e poucos erros, o time francês em momento algum do primeiro tempo permitiu que o Brasil dominasse a partida.

A torcida voltou a protagonizar a festa no começo do primeiro tempo. Nas arquibancadas, os torcedores acenderam a luz do celular. No segundo tempo, Zé Guilherme marcou o 17º gol brasileiro, mas a França logo empatou e o equilíbrio continuou entre as suas equipes. A França desempatou e, depois, mais um empate, 19 a 19. A vaia, então, voltou, mas os bicampeões olímpicos não se assustaram, desempatando.

O empate brasileiro foi um arremesso de Thiago Santos entre as pernas do goleiro francês. Na sequência, o goleiro Bombom fez uma grande defesa e causou preocupação na torcida, ao cair na quadra. Ele logo se recuperou. A França só conseguiu abrir vantagem no placar aos 13 minutos, quando fez 25 a 22. Depois de uma parada de tempo, o Brasil voltou tenso para a quadra, perdendo um ataque. A França abriu 26 a 22, na maior vantagem até ali durante todo o jogo. No ataque seguinte, a França jogou a bola na trave. A forte marcação francesa chegou a tirar a bola das mãos dos brasileiros e impedir a aproximação adversária no placar. Os destaques foram os franceses Sorhaindo e Daniel Narcisse. O goleiro Thierry Omeyer, considerado um dos melhores do mundo, fez o dever de casa, com grandes defesas.

Na segunda metade do segundo tempo, a seleção brasileira não conseguia acabar com a vantagem de três pontos dos adversários. Com experiência na marcação e concentração, os franceses chegaram a abrir seis pontos, 29 a 23. A defesa brasileira segurou o quanto pode o placar, mas o ataque foi precipitado e não conseguiu fazer o gol numa sequência de jogadas. A França só administrou o resultado. Ao final, com o placar praticamente irreversível, a torcida trocou as vaias por músicas para ressaltar o "orgulho de ser brasileiro". A seleção deixou a quadra aplaudida pelas arquibancadas e aplaudindo a torcida.