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Brasil perde da Suécia no handebol masculino em treino de luxo após vaga inédita

(Foto: Reprodução Twitter Time Brasil) - Com vaga garantida, Brasil perde da Suécia no handebol masculino
(Foto: Reprodução Twitter Time Brasil)

Já classificado para as quartas de final dos Jogos Olímpicos do Rio e sem possibilidade de mudar de posição a partir do resultado de seu jogo na última rodada, a seleção brasileira masculina de handebol poupou titulares, fez testes, e acabou batida pela Suécia, por 30 a 19, nesta segunda-feira, na Arena do Futuro. Até a metade do segundo tempo, a diferença de gols era de apenas três.

Mais importante do que o placar no apito final eram as condições que as duas equipes chegaram ao jogo desta tarde. Potência na modalidade e prata nas últimas quatro Olimpíadas que jogou (1992, 1996, 2000 e 2012), a Suécia chegou à última rodada já eliminada, vindo de quatro derrotas. A vitória minimizou o fracasso da campanha.

O Brasil, por outro lado, jogou relaxado. Se vencesse, ótimo. Se perdesse, também não faria diferença nenhuma. Pela primeira vez na história o time vai disputar as quartas de final de uma Olimpíada. Com cinco pontos, ficou em terceiro no Grupo B, atrás de Alemanha e Eslovênia. A Polônia avançou em quarto.

O adversário nas quartas de final tende a ser a França, melhor time da atualidade, bicampeão olímpico e campeão de três das últimas quatro edições do Mundial. Os franceses estão momentaneamente em primeiro no Grupo A, mas serão ultrapassados se a Croácia confirmar o favoritismo contra a Tunísia, logo mais.

No teste contra a Suécia, nesta segunda, o grande nome do jogo foi o goleiro Mikael Appelgren, que cansou de fazer defesas que pareciam impossíveis no primeiro tempo, inclusive cara a cara com o ataque brasileiro.

A dificuldade de fazer a bola entrar irritou o time brasileiro, que passou a precipitar ataques, errando passes bobos. A defesa até que não funcionou mal, haja visto que, exceto o Egito, todos os rivais da primeira fase fizeram pelo menos 30 gols na defesa brasileira.

Durante o segundo tempo, o Brasil até esboçou uma reação, diminuindo para três gols uma desvantagem que chegou a ser de seis. A torcida se animou, mas logo viu que o jogo estava entregue. De 20 a 17, o placar passou a 30 a 19 num intervalo de menos de 15 minutos.

Restou se divertir com os diversos gols feitos "sem goleiro", uma vez que os dois treinadores abusaram da estratégia de jogar com o chamado goleiro-linha, cuja utilização foi facilitada pelas regras que passaram a valer na Olimpíada.