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Caio Bonfim fica a uma posição do pódio na marcha atlética 20km

Caio Bonfim fica a uma posição do pódio na marcha atlética 20km

Há nove anos, Caio Bonfim decidiu trocar os gramados pelas pistas. De jogador de futebol das categorias de base do Sobradinho, no Distrito Federal, ele passou a seguir os passos da mãe Gianneti e do pai João. Resultado: nesta quinta-feira, 12 de agosto, o marchador terminou em quarto lugar na prova de 20km, a cinco segundos do medalhista de bronze, e obteve o melhor resultado do país na história da prova em Jogos Olímpicos.

“O quarto lugar foi um resultado fantástico. É claro que todo mundo quer uma medalha, mas ser um atleta olímpico já é um sonho. Chegar entre os primeiros colocados, em seu país, é realmente fantástico. Fiz a melhor volta da minha vida e não sei se daria para chegar mais perto do australiano. Ele foi melhor”, ressaltou Caio, que ainda estabeleceu o novo recorde brasileiro (1h19m42s).

Esta foi a segunda participação de Caio em Jogos Olímpicos, que já integrou o Time Brasil em Londres 2012: “eu tinha 19 anos, era um garoto. Aquilo foi importante, pois precisava estar lá para ir bem aqui. Londres me deu bagagem, e hoje foi um dia em que juntei todas as minhas experiências”.

Caio manteve-se no pelotão em boa parte da prova. No décimo quilômetro, ocupava o 22º lugar. A partir do quilômetro 16, acelerou o ritmo e assumiu a quarta colocação: “a marcha é um esporte lindo, o mais charmoso do atletismo do Brasil, mas não é popular nesse país. Joguei futebol por 10 anos e troquei o esporte mais popular do país pelo menos popular. Nasci em Brasília, que é o pior lugar para jogar futebol, mas foi legal ir para algo novo, que a minha mãe descobriu e levou para nós”, disse Caio, que é treinado pelos pais. Gianetti foi oito vezes campeã brasileira de marcha atlética.

“Esse resultado é a possibilidade de inspirar pessoas com uma história fantástica. Não teve um dia que deixei de ser xingado, mas sempre tive o apoio dos meus pais, que são o meu time, a minha equipe e a minha base. Eu os represento na pista. Falavam para eu virar homem, procurar um trabalho. Tenho nove anos de marcha e foi sempre assim”.

Outros dois brasileiros participaram da prova. Moacir Zimmermann terminou em 63º lugar, enquanto José Alessandro Bagio sentiu uma lesão na coxa esquerda e não concluiu a prova.