22°
Máx
14°
Min

Cansaço ao carregar a tocha olímpica fez Zagallo ir parar no hospital

(Foto: Rio2016/Fernando Soutello) - Cansaço ao carregar a tocha olímpica fez Zagallo ir parar no hospital
(Foto: Rio2016/Fernando Soutello)

O ex-jogador e treinador de futebol, Mário Jorge Lobo Zagallo, continua internado no hospital Barra D'or, na zona oeste do Rio de Janeiro, e não tem previsão de alta. De acordo com a família, o "Velho Lobo", que completa nesta terça-feira, 85 anos, sofre de desidratação após ficar muito cansado na quinta-feira, quando carregou a tocha olímpica.

A reportagem do Estado conversou com um parente próximo de Zagallo, que explicou o motivo da internação. "Foi muito desgastante toda aquele evento (carregamento da tocha olímpica). Ele acordou cedo, ficou debaixo de sol e ele é muito sensível, então se emocionou com tudo aquilo. Acabou sendo um desgaste físico e psicológico muito grande", contou.

O hospital, onde Zagallo foi internado na segunda-feira, divulgou uma nota nesta terça-feira sem dar detalhes sobre a condição de saúde dele. "A direção do Hospital Barra D'Or informa que Mário Jorge Lobo Zagallo permanece internado no hospital", informou o comunicado.

Tetracampeão do mundo pelo Brasil (duas vezes como jogador, em 1958 e 1962, uma como técnico, em 1970, e uma como auxiliar de Carlos Alberto Parreira, em 1994), o lendário personagem da história do futebol nacional e mundial conduziu na quinta-feira passada a tocha olímpica sentado em um cadeira de rodas, no penúltimo dia do revezamento do símbolo antes da cerimônia de abertura dos Jogos do Rio, realizada na sexta. Visivelmente magro e debilitado, emocionou fãs que acompanharam de perto sua participação no revezamento.

Naquela ocasião, Zagallo recebeu a tocha das mãos justamente de Parreira, seu parceiro de comissão técnica de seleção brasileira também na Copa de 2006 e que também fez parte do revezamento. Internado neste período inicial de disputa dos Jogos do Rio, Zagallo já dirigiu a seleção em uma edição da Olimpíada, a de Atlanta-1996, quando a equipe nacional faturou o bronze depois de amargar uma surpreendente derrota para a Nigéria, de virada, por 4 a 3, nas semifinais do futebol masculino nos Estados Unidos.