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CAS libera russa Darya Klishina a participar do salto em distância na Olimpíada

(Foto: Divulgação) - CAS libera russa Darya Klishina a participar do salto em distância
(Foto: Divulgação)

O atletismo russo terá uma única representante nos Jogos Olímpicos do Rio. Nesta segunda-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) liberou Darya Klishina para participar da disputa do salto em distância, que começa nesta terça, porque ela está baseada fora da Rússia nos últimos três anos, sendo submetida a exames antidoping com regularidade.

Klishina foi a única competidora russa, de um grupo de 68, a ser liberada a participar do Rio-2016 pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF). A entidade, porém, tentou proibir a sua presença na última semana, depois de receber o que disse ser novas informações da investigação de Richard McLaren para a Agência Mundial Antidoping. A IAAF não revelou quais eram as novas informações que dispõe.

A CAS, no entanto, concluiu que Klishina "cumpriu os critérios relevantes pela sua residência permanente fora da Rússia, apesar das adicionais informações fornecidas pelo professor McLaren". "De modo relevante, a atleta estabeleceu que estava sujeita a exames antidoping dentro e fora de competições fora da Rússia por relevante período", acrescentou o tribunal.

A IAAF emitiu nesta segunda-feira um breve comunicado em que confirma ter aceito a decisão. "Nós realizamos um processo de revisão após novas provas serem apresentada para nós", disse. "O resultado a que chegamos revogou a excepcional elegibilidade de Darya Klishina o que não foi confirmado pela CAS, apesar das informações recebidas de McLaren e ela está, portanto, elegível para competir no Rio".

Klishina participou de uma audiência no domingo, em um tribunal temporário montado em um hotel do Rio e depois treinou, enquanto aguardava a decisão da CAS. A final do salto em distância está marcada para a próxima quarta-feira.

Se Klishina está liberada, o resto da equipe russa de atletismo permanece proibida de participar de qualquer competição internacional, sob a alegação de ter um programa de doping generalizado, com participação estatal. A sanção para os Jogos Olímpicos foi confirmada pela CAS.