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COI antecipa pagamentos e repasses para 'resgatar' a Olimpíada do Rio

O Comitê Olímpico Internacional (COI) foi obrigado a resgatar financeiramente o Comitê Rio-2016, antecipando pagamentos e repasses que deveriam ir ao Brasil apenas em agosto, no dia da abertura dos Jogos Olímpicos no País. O repasse foi confirmado nesta sexta-feira pelo presidente do COI, o alemão Thomas Bach.

"É uma série de medidas que mostram como trabalhamos em solidariedade", disse Thomas Bach. Ele se recusou a divulgar o valor antecipado, mas pessoas próximas a ele indicaram que o montando chega a "alguns milhões" e deveriam ser depositados na conta do Rio-2016 apenas no dia 5 de agosto, na abertura dos Jogos.

No total, o COI prevê repassar US$ 1,5 bilhão, mais de R$ 4 bilhões, ao Rio de Janeiro, assim como faz em todos os outros eventos. Mas, com um país em crise e um comitê organizador com sérios problemas financeiros, a decisão foi pelo resgate antecipado.

"Isso faz parte de um pacote que estamos dando e nos traz tranquilidade", afirmou Thomas Bach. "Ajudamos o Brasil, reduzimos a capacidade das instalações, reduzimos os serviços e enviamos mais pessoas para auxiliar", contou. "Portanto, isso é um esforço de solidariedade e nisso incluímos avançar pagamentos", confirmou o dirigente.

A fraca bilheteria e a incapacidade de atrair novos patrocinadores deixaram os organizadores brasileiros em uma situação crítica. Em março, a Olimpíada do Rio sofreu um corte de R$ 900 milhões no orçamento, consequência da crise econômica do Brasil.

Isso tudo para conseguir equilibrar o orçamento. No total, R$ 7,4 bilhões serão gastos no Rio de Janeiro, sem contar as obras de infraestrutura da cidade. Para chegar a esse valor, porém, cerca de 12% dos custos inicialmente programados foram eliminados.