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COI retira de museu instalação que ensinava estrangeiros a falar 'gostosa'

(Foto: Divulgação)  - COI retira de museu que ensinava estrangeiros a falar 'gostosa'
(Foto: Divulgação)

O Museu Olímpico retirou de sua exibição sobre o Rio de Janeiro uma instalação que ensinava os estrangeiros a dizer palavras como "gostosa" e "bundão". A decisão foi tomada depois que a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo revelou a existência de um painel eletrônico que dava dicas aos turistas sobre termos usados por cariocas.

Criado num dos edifícios mais visitados de Lausanne, uma exposição sobre a cultura brasileira apresenta aos estrangeiros o país sede dos Jogos Olímpicos. Música, sons, arte, culturas regionais e até mesmo o vocabulário usado no Rio de Janeiro são apresentados no local.

Numa das instalações, o estrangeiro podia ter seu primeiro contato com as palavras usadas na cidade que receberá o evento em agosto. Eram cerca de dez termos apresentados em uma tela eletrônica, como Copacabana, Botafogo ou muvuca. Mas o equipamento também apresenta a palavra "gostosa" acompanhada por uma explicação em francês: "deliciosa, serve para qualificar a beleza feminina ou masculina. No seu uso masculino, gostoso".

Outro termo apresentado ao público: "bundão", com a explicação em francês de alguém medroso. "Literalmente, bunda grande", esclarece. O visitante podia usar um microfone para repetir a palavra e a máquina diz se o estrangeiro pronunciou o termo que acabou de aprender com um sotaque correto do carioca.

"Removemos isso de nossa exibição", confirmou nesta segunda-feira o Museu Olímpico, indicando que sequer entraria no debate sobre a escolha das palavras. "Nossa intenção é homenagear os brasileiros e sua habilidade em mostrar uma constante energia", esclareceu o Museu. "Portanto, qualquer coisa minando nossas intenções não pertence a essa exibição", declarou.

Os organizadores "agradeceram a vigilância" em relação aos termos usados e insistiram que os Jogos no Rio iriam "capturar a linda energia" do povo.

Nas redes sociais, o uso dos termos no Museu Olímpico gerou polêmicas e críticas de movimentos feministas e de direitos humanos. Nem o Museu e nem o COI explicaram de quem foi a ideia de incluir tais palavras na exibição.