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Com greve da Polícia Civil, PM faz segurança de delegações estrangeiras no DF

Foto: COB - Com greve da Polícia Civil, PM faz segurança de delegações no DF
Foto: COB

A Polícia Militar do Distrito Federal assumiu nesta quinta-feira a segurança das delegações estrangeiras em Brasília depois que policiais civis abandonaram os postos às 8 horas da manhã. A Polícia Civil decidiu na última quarta-feira, em assembleia, paralisar as atividades por 48 horas a partir desta quinta, no mesmo dia em que o Estádio Mané Garrincha recebe dois jogos de futebol masculino da Olimpíada do Rio, um deles a estreia da seleção brasileira.

A Secretaria da Segurança Pública do governo de Brasília informou que a substituição da segurança no hotel onde ficam as demais delegações - que era de responsabilidade da Polícia Civil até quarta e passou para a Militar - já estava prevista nos protocolos da Operação Olimpíada. De acordo com o órgão, o hotel onde está a seleção olímpica brasileira já era de responsabilidade da Polícia Militar.

Os policiais civis decidiram entrar em paralisação no dia em que Brasília estreia como subsede da Olimpíada. Segundo Renato Rincon, vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol-DF), o movimento tem a adesão de 100% da categoria, incluindo delegados e agentes de investigação. Entre os serviços comprometidos estão o registro de boletins de ocorrência de qualquer tipo de crime, extravios, acidentes de trânsito e até mesmo flagrantes.

Com a paralisação geral, foram suspensos o funcionamento de uma delegacia especial no interior do Mané Garrincha, sob a arquibancada, assim como os reforços que estavam previstos para cinco delegacias localizadas no Plano Piloto, área central de Brasília, onde também fica o estádio.

O Mané Garrincha recebe dois jogos de futebol masculino nesta quinta-feira. Às 13 horas, o Iraque enfrenta a Dinamarca. Logo após, às 16 horas, o Brasil joga contra a África do Sul.

Os policiais civis reivindicam equiparação com o reajuste proposto pelo Ministério do Planejamento às carreiras da Polícia Federal e encaminhado ao Congresso Nacional em julho. Segundo Rincon, os porcentuais de aumento são de 23% em 2017, 4,75% em 2018 e 4,5% em 2019. O impacto na folha de pagamento do GDF seria de R$ 735 milhões no terceiro ano do acordo.

O governo de Brasília apresentou outra proposta, também em três parcelas: 7% em outubro de 2017, 10% em outubro de 2018 e 10% em outubro de 2019. "Essa proposta representava o limite extremo diante do atual quadro de crise econômica", afirmou, em nota. A assembleia de quarta rejeitou essa proposta. Para o governo de Brasília, a decisão é "radical" e "precipitada", porque o reajuste da Polícia Federal, entre 27% e 41%, negociado no governo da presidente afastada Dilma Rousseff, ainda precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional e só vai entrar em vigor a partir de janeiro do ano que vem.