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Com ouro, prata e bronze, Brasil dá um salto no quadro de medalhas e é agora 16º

Foto: Marcelo Pereira/Exemplus/COB - Com ouro, prata e bronze, Brasil dá um salto no quadro de medalhas
Foto: Marcelo Pereira/Exemplus/COB


Em um dia em que os Estados Unidos não ganharam um ouro sequer - foram duas pratas e quatro bronzes -, que a Rússia faturou dois ouros e que a Grã-Bretanha se isolou na vice-liderança do quadro de medalhas, o destaque desta segunda-feira nos Jogos Olímpicos do Rio foi o país anfitrião. Na melhor jornada do Brasil na competição mundial em casa, foram três medalhas conquistadas de forma inusitada e emocionante. Assim, o País deu um salto de 12 posições e é agora o 16.º colocado.

O melhor do dia veio já à noite, no estádio Olímpico, o Engenhão, em uma sensacional prova do salto com vara masculino. Passando por cima do favorito francês Renaud Lavillenie, Thiago Braz foi o campeão ao, de salto em salto, bater sua melhor marca pessoal ao ar livre, depois seu recorde indoor e, por fim, ultrapassar o rival ao obter o novo recorde olímpico com a marca de 6,03 metros. É agora o único atleta sul-americano a passar dos 6 metros na prova.

À tarde, em dia de finais de aparelhos da ginástica artística, todos esperavam o ouro com o ginasta Arthur Zanetti na prova das argolas. Afinal, o brasileiro defendia o título conquistado há quatro anos, em Londres, e estava em casa. Mas aí apareceu o grego Eleftherios Petrounias, que fez uma prova perfeita e jogou a pressão em Zanetti, que foi o último a se apresentar. Não deu para o brasileiro, que ficou com a prata.

Já o bronze veio pela manhã nas águas do Oceano Atlântico, na praia de Copacabana. A nadadora Poliana Okimoto mostrou regularidade na prova dos 10km da maratona aquática e chegou em quarto lugar. Minutos depois da chegada, a organização desclassificou a francesa Aurélie Muller por irregularidade na disputa com a italiana Rachele Bruni na hora de bater a mão no pórtico de chegada e, assim, o bronze caiu nas mãos da brasileira.

Agora, em 16.º lugar na classificação geral, o Brasil tem ao todo nove medalhas já computadas. São duas de ouro - a outra é de Rafael Silva, do judô -, três de prata - as outras são de Diego Hypolito, da ginástica artística, e de Felipe Wu, do tiro esportivo - e quatro de bronze - as outras são de Arthur Nory, da ginástica artística, e de Mayra Aguiar e Rafael Silva, do judô.

Mas lembrando que o Brasil já tem mais duas medalhas garantidas: ouro ou prata com o boxeador Robson Conceição, que se classificou à final de sua categoria, e ao menos a de bronze no vôlei de praia feminino, já que as duplas Ágatha/Bárbara Seixas e Larrisa/Talita estão nas semifinais e, no pior dos cenários, se enfrentarão na disputa pelo terceiro lugar.

Até agora, 72 países já ganharam ao menos uma medalha no Rio-2016. As novidades do dia foram Bahamas, Marrocos, Armênia e Argélia.