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Condutores da Tocha Olímpica: Abdoulaye Kaba

Refugiado da Guiné e com o sonho de ser jogador de futebol, Abdoulaye Kaba foi escolhido pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para ser um dos condutores da Tocha Olímpica em Curitiba (Foto: Arquivo Pessoal) - Condutores da Tocha Olímpica: Abdoulaye Kaba
Refugiado da Guiné e com o sonho de ser jogador de futebol, Abdoulaye Kaba foi escolhido pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para ser um dos condutores da Tocha Olímpica em Curitiba (Foto: Arquivo Pessoal)

Refugiado da Guiné e com o sonho de ser jogador de futebol, Abdoulaye Kaba foi escolhido pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016 para ser um dos condutores da Tocha Olímpica em Curitiba. Kaba fugiu de seu país em 2012, quando tinha apenas 14 anos, chegando sozinho ao Brasil.

Abdoulaye Kaba fugiu de Conacri, capital da Guiné, quando tinha apenas 14 anos. Seu pai foi acusado de participar de uma tentativa de golpe contra o governo, sua casa foi invadia e sua família agredida. Seu pai foi preso e sua família se deslocou dentro do país, sem endereço fixo. Um amigo facilitou a vinda de Kaba para o país, que atualmente mora em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O garoto seguiu no Brasil o sonho em ser jogador de futebol. Kaba passou pela categoria de base do Botafogo e atualmente é meio-campista da equipe Sub-20 do São Gonçalo, que disputa a segunda divisão do Campeonato Carioca. O jogador sonha em cursar Educação Física, pois “esporte é sua vida”.

Kaba foi escolhido para ser condutor da Tocha Olímpica Rio 2016 após indicação da Agência da ONU para Refugidados (ACNUR). É uma oportunidade que todo mundo queria ter. É uma felicidade, algo grandioso na minha carreira. Vai ficar escrito no meu coração, vai ser uma das melhores coisas da minha vida. É também muita responsabilidade e uma honra, pois vou representar todos os refugiados”, afirmou o jovem.

Abdoulaye Kaba é o segundo refugiado a carregar a chama olímpica no Brasil. Em Brasília, a refugiada síria Hanan Daqqah, de 12 anos, foi a primeira refugiada a participar do revezamento.