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Coquetel no Palácio do Itamaraty reúne autoridades antes da cerimônia de abertura


Em uma sala reservada no Palácio do Itamaraty, no centro do Rio, o presidente em exercício Michel Temer recebeu 40 chefes de Estado, de governo e outras autoridades, nesta sexta-feira, para um coquetel antes de seguir para a cerimônia de abertura da Olimpíada, no estádio do Maracanã.

Temer chegou ao Palácio às 17h15 e seguiu direto para a biblioteca, onde recebeu chefes de Estado, de governo e outros líderes em um salão reservado. Ao contrário do programado, a mulher de Temer, Marcela, não viajou ao Rio para acompanhar o marido na recepção e na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no Maracanã. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), convidado por Temer para viajar no avião presidencial, também não compareceu.

Os convidados tomaram vinho tinto e espumante nacionais, refrigerantes e sucos de frutas. Foram servidos também canapés e pequenas porções de suflês e outros pratos. Entre as convidadas, um dos momentos que chamaram maior atenção foi a chegada do presidente argentino com a mulher, Juliana Awada. “Ela é linda”, repetiram várias mulheres presentes à recepção. A primeira dama argentina usava um vestido curto brilhante, também muito elogiado.

As autoridades foram levadas de ônibus até o Maracanã. O planejado era que, ao fim da festa, voltassem ao Itamaraty para seguir aos respectivos hotéis, cada um em seus próprios comboios. Apenas Temer, o presidente da França, François Hollande, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, seguiram separados, por questão de segurança. Segundo o Itamaraty, faz parte do protocolo da Olimpíada que os chefes de Estado e outros líderes estrangeiros sigam juntos para o estádio.

Entre os convidados, a curiosidade era saber quem substituiria Pelé, que não aceitou o convite para acender a pira na abertura. O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, Carlos Arthur Nuzman, não revelou o segredo. Lamentou que Pelé tenha desistido de ir ao estádio. “Ele já havia dito que não iria, mas eu não desisti. Nós tínhamos preparado tudo, inclusive um elevador, foi uma pena”, contou Nuzman ao Ministro do Esporte, Leonardo Picciani.

Estavam presentes também os titulares da Justiça, Alexandre de Moraes; da Casa Civil, Eliseu Padilha; da Saúde, Ricardo Barros; da Fazenda, Henrique Meirelles; das Relações Exteriores, José Serra; da Defesa, Raul Jungmann. O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também compareceram à recepção.

Uma cena chamou a atenção no salão contíguo ao que estavam os chefes de Estado: François Hollande, que tem um dos maiores aparatos de segurança da Olimpíada, circulava sozinho falando ao telefone, sem qualquer agente de segurança próximo e com a aparência despreocupada de qualquer convidado.