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Corte de Prass gera abatimento e seu reflexo preocupa comissão técnica da seleção

(Foto: Cesar Greco/Palmeiras) - Corte de Prass gera abatimento e preocupa comissão técnica da seleção
(Foto: Cesar Greco/Palmeiras)


O corte de Fernando Prass criou um problema adicional para a comissão técnica da seleção olímpica: o abatimento dos jogadores. Eles sentiram bastante o que ocorreu com o goleiro e o desafio agora será evitar reflexos na equipe. Deverá ser feito um trabalho de conscientização e a aposta, também, é que o passar do tempo e o início da competição neutralizem o impacto negativo do infortúnio do goleiro.

Apesar do pouco tempo de convívio, o palmeirense tornou-se um líder, respeitado e querido pelo interesse com os mais jovens e os conselhos que dava.

A perda de Prass abalou até o técnico Rogério Micale, que o tinha como um dos principais líderes do grupo, ao lado de Neymar, e com quem contava para dar a experiência necessária dentro de campo.

No sábado, já na entrevista coletiva após o jogo com o Japão, quando o corte ainda não havia sido definido, mas já estava claro que seria inevitável, Micale não conseguiu sequer esconder a emoção quando teve de falar de Prass. Os jogadores também demonstravam estar bastante chateados e abalados e tinham até alguma dificuldade de falar do amistoso.

Questionado sobre como evitar que o abalo do grupo prejudicasse o desempenho na Olimpíada, Micale disse: "Temos de manter o foco, nos apoiar no trabalho que está sendo feito desde o início da preparação e não nos desviarmos do objetivo".

O choro de Prass, um veterano de 38 anos que via o sonho de defender a seleção cair por terra, no vestiário mexeu com os jogadores. A dor que o goleiro estava sentindo também comoveu.

Neymar tentou consolá-lo, disse saber o que ele estava passando - lembrou a Copa de 2014, quando ficou fora por sofrer fratura na vértebra ao ser atingido pelo lateral-direito Züniga no jogo com a Colômbia, pelas quartas de final.

Capitão da seleção, ele também se dirigiu aos companheiros e disse que as dificuldades devem servir para tornar o grupo mais forte e não podem abalar o trabalho que vem sendo feito.

O próprio goleiro Fernando Prass demonstrou apreensão com o abatimento do grupo e tratou de dizer que a partir de agora os jogadores têm de procurar absorver seu corte e manter a concentração e o foco. Ele desaprovou um possível pacto dos jogadores para ganhar o ouro como forma de homenageá-lo. "O pessoal tem de ganhar a Olimpíada por eles, por tudo o que foi feito, independentemente de eu estar lá ou não", disse Prass.