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Craque das águas, Michael Phelps inicia sua despedida das piscinas olímpicas

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil) - Michael Phelps inicia sua despedida das piscinas olímpicas
(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Os Jogos do Rio vão marcar a despedida de Michael Phelps das piscinas olímpicas e o trono será passado para a também norte-americana Katie Ledecky, atleta que mantém talvez a maior hegemonia no esporte na atualidade. Se ele tem a missão de ao menos encerrar a sua trajetória vitoriosa com mais um ouro para sua coleção, ela quer começar a ampliar sua coleção na Olimpíada do Rio.

A natação nos Jogos mostrará muitos talentos, mas os Estados Unidos devem continuar mantendo a sua hegemonia histórica nas piscinas. E com a ajuda de ambos. Phelps, escolhido como porta-bandeira da delegação, terá a chance de brigar por até seis medalhas. Ele vai competir nos 100 metros e 200 metros borboleta e nos 200 metros medley em provas individuais. Mas também deve nadar três revezamentos.

Aos 31 anos, não está no auge de sua forma, mas ainda é um adversário a ser batido por todos. Por isso, a tendência é deque amplie suas marcas. A maior façanha talvez seja o tetracampeonato olímpico na natação, algo inédito. Ele tem três ouros consecutivos nos 100 metros borboleta e nos 200 metros medley, conquistados em 2004, 2008 e 2012.

Claro que todos os olhares estarão nele sempre que entrar na água. Mas Phelps tem uma rival à altura, que se espelhou nele e vem impressionando o mundo com suas braçadas e pernadas fortes. Katie Ledecky, de 19 anos, conquistou seu ouro nos 800 metros livre - prova que não perde desde que tinha 13 anos - em Londres e tem tudo para sair do Rio com outras medalhas de ouro.

Ela vai competir nos 200 metros, 400 metros e 800 metros livre, além de participar também dos revezamentos. Só que, mais do que chegar à frente das adversárias, Ledecky consegue impor uma distância tão grande sobre suas rivais nas provas mais longas que daria tempo até de tomar um cafezinho entre uma volta e outra. Até agora, ela já tem nove medalhas de ouro somadas em campeonatos mundiais.

“Depois de Londres, voltei a treinar rapidamente e muito forte. Eu repensei os meus objetivos e decidi nadar mais provas além dos 800 metros. Passei a treinar minha velocidade e fui ficando melhor nos 200 metros e 400 metros livre. Cada vez que conseguia diminuir meu tempo, percebia que tinha boas possibilidades. Que bom que tudo está dando certo”, disse.

Ela se inspirou no maior medalhista da história e agora quer continuar o legado que Phelps vai deixar. Tanto que vibra com o ídolo como porta-bandeira. “Nós estamos empolgados por ele e não tínhamos dúvidas de que ele seria o escolhido, pois é o maior atleta olímpico da história. Ele inspira todo mundo com o que ele faz na piscina. É a melhor pessoal para liderar os Estados Unidos”.

OUTRAS ESTRELAS - A Austrália vem com o velocista Cameron McEvoy e há quem aposte nele para quebrar o recorde mundial dos 100 metros livre, que pertence a Cesar Cielo. Aos 22 anos, ele vem de uma ótima temporada e já chegou perto da marca de 46s91 do brasileiro, conquistada em 2009, quando ainda se podia usar os trajes tecnológicos no masculino.

Já a China aposta em Sun Yang, recordista mundial dos 1.500 metros livre e que ganhou quatro medalhas nos Jogos de Londres. Ele vai competir nos 200 metros, 400 metros e 1.500 metros livre, além de ajudar seu país provavelmente no revezamento.

Todos os dias, as provas eliminatórias serão realizadas a partir das 13 horas e as finais estão programadas para começar às 22 horas. O horário noturno, uma exigência das emissoras de televisão, mexeu com a rotina dos atletas, que não estão acostumados a competir tarde da noite.

Essa adaptação poderá fazer a diferença na hora da disputa da medalha. Nos treinamentos durante a semana, muitos nadadores foram para a piscina depois das 22 horas, a fim de acostumar o corpo ao horário e atrasar um pouco o sono.