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De uma só vez, CAS tira três medalhas olímpicas da Rússia por doping no atletismo

A Rússia continua no quarto lugar do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Londres, disputado em 2012, mas agora com três conquistas a menos. Nesta quinta-feira, a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) retirou três medalhas olímpicas dos russos por conta de casos de doping em provas de fundo e marcha atlética, sendo duas de ouro e uma de prata.

Em janeiro do ano passado, a Agência Antidoping da Rússia (Rusada, na sigla em inglês) anunciou a punição a cinco atletas da marcha atlética por doping. Eles estavam retirados das competições internacionais desde o fim de 2012, mas até então nenhum anúncio havia sido feito.

À época, a Rusada alegou que atrasou o julgamento deles porque a Federação Russa de Atletismo não tinha recursos para lidar com "a especificidade dos casos de passaporte biológico". O caso fez a Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) passar a investigar com maior atenção o sistema antidoping da Rússia.

Quando a Rusada anunciou punição aos marchadores, determinou que elas fossem retroativas ao final de 2012. Mas a IAAF recorreu à CAS, que nesta quinta-feira anunciou sua decisão relativa a esses cinco casos e também ao de Yuliya Zaripova, campeã olímpica dos 3.000m com obstáculos. Ela também recebeu punição em janeiro do ano passado, retroativa a dois períodos entre 2011 e 2012.

A IAAF não concordava com o período das punições, que permitia aos atletas manterem conquistas supostamente obtidas sob o efeito de doping. A CAS deu razão à entidade máxima do atletismo, com penas variadas. A IAAF já está procedendo a mudança nos resultados, medalhas e recordes e vai solicitar que o Comitê Olímpico Internacional (COI) faça o mesmo.

Sergey Kirdyapkin perde o título da Copa do Mundo de Marcha Atlética (considerado o Mundial da modalidade) de 2012 e perderá o ouro olímpico do mesmo ano, na prova de 50km. Também nesta disputa, seu xará Sergey Bakulin teve retirado o título mundial de 2011, além do quinto lugar nos Jogos de Londres.

Olga Kaniskina deixa de ser campeã mundial de 2009 e 2011 e europeia de 2010. Também vai perder a prata olímpica de Londres, todos resultados obtidos na marcha atlética de 20km. Na prova masculina, Valeriy Borchin fica sem os títulos mundiais de 2009 e 2012, mas mantém o ouro olímpico de Pequim, em 2008. Em Londres, foi desclassificado.

Vladimir Kanaikin tem retirados a prata do Mundial de 2011 e o bronze na Copa do Mundo de 2012, ambos na prova de 20km. Ele ainda recebeu oito anos de suspensão, até 2020. Por fim, Yuliya Zaripova, dos 3.000m com obstáculos, perde título mundial de 2011 e perderá o ouro olímpico de 2012.

Austrália, Tunísia (com uma prata conquistada virando ouro), China (dois bronzes viram prata e ganha um bronze), Etiópia (um bronze vira prata), Quênia e Irlanda (ganham bronze) sobem no quadro de medalhas dos Jogos do Rio.

Já no Mundial de Daegu o quadro muda bastante. A Rússia perdeu quatro das suas nove medalhas de ouro, além de uma prata. Assim, foi passada pelo Quênia tanto no total de medalhas quanto no quadro que prioriza as conquistas douradas.