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Diretor de cerimônia de abertura, Andrucha Waddington celebra sucesso do evento

(Foto: Ricardo Stuckert/ CBF) - Diretor de cerimônia, Andrucha Waddington celebra sucesso do evento
(Foto: Ricardo Stuckert/ CBF)

Era final da noite de sexta-feira, a cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio ainda nem tinha terminado, mas o cineasta Andrucha Waddington já exibia um semblante de vitória - sorriso escancarado, ele mal acompanhava a entrada das delegações no Maracanã e se sentia aliviado. "Deu tudo certo", comentava o diretor que, ao lado dos colegas Fernando Meirelles e Daniela Thomas, além da coreógrafa Deborah Colker, formou a equipe responsável pela criação artística da cerimônia. "Nos últimos 53 dias, trabalhamos direto, sem nenhum dia de folga. Era grande a expectativa."

O sucesso da festa - apontada como original e criativa, mesmo sem o recurso da alta tecnológica - repercutia pelo planeta, em milhares de mensagens compartilhadas nas redes sociais. Segundo levantamento do Twitter, o pico nas trocas globais de mensagem aconteceu às 23 horas (de Brasília) da sexta-feira, quando árvores formaram os arcos olímpicos, e às 23h53, com Vanderlei Cordeiro de Lima acendendo a pira. Ao longo de todo aquele dia, o total de tweets sobre o assunto no mundo chegou a 12,9 milhões.

Um passeio pelas redes permitiu observar os momentos mais elogiados. Paulinho da Viola cantando o Hino Nacional acompanhado de um grupo de cordas foi unanimidade, com elogios rasgados. Já Anitta, dividindo o palco com Gilberto Gil e Caetano Veloso, despertou a atenção da mídia internacional, impressionada com sua voz e postura. "No meu coração, fica a gratidão eterna aos dois ícones da música brasileira", comentou ela no Twitter, veículo também utilizado por Gil para, em econômicas mas precisas palavras, resumir sua felicidade: "É, botaram um bom jogo no Maraca".

Outro detalhe que provocou um grande furor na internet foi a entrada do porta-bandeiras de Tonga, o lutador de tae kwon do Pita Taufatofua, sem camisa, usando um traje típico de seu país e com o corpo todo besuntado de óleo.

"Conseguimos mostrar a cara do Brasil, a cara do Rio, a diversidade. Comunicamos nossa história com técnica, beleza e movimento", disse Deborah Colker à reportagem do Estado, já no final da cerimônia. Também bem impressionado ficou Yoshiro Mori, presidente do Comitê Organizador da próxima Olimpíada, a de Tóquio, em 2020. "Fiquei profundamente comovido enquanto observava a paixão na cerimônia de abertura. Acredito que isso ajudou a levantar o espírito de atletas de todo o mundo", disse. / COLABORARAM GONÇALO JUNIOR E RAPHAEL RAMOS