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Dirigente dá 'nota 5 ou 6' para o início do judô brasileiro na Olimpíada

Dirigente dá 'nota 5 ou 6' para o início do judô brasileiro

Em dois dias de disputas na Olimpíada, o judô, que costuma trazer muitas medalhas para o País, passou em branco. Erika Miranda foi quem até agora chegou mais perto da primeira medalha brasileira na modalidade nos Jogos do Rio. Na categoria até 52kg, ela fez um duelo equilibrado com a japonesa Misato Nakamurana disputa da medalha de bronze, mas perdeu no golden score e ficou fora do pódio na Arena Carioca 2, na Barra da Tijuca.

Até agora, além de Erika, três judocas já foram eliminados: Sarah Menezes, Felipe Kitadai e Charles Chibana. Nesta segunda-feira, representam o país Rafaela Silva e Alex Pombo, com mais chances para a primeira atleta. De qualquer maneira, o sinal de alerta está ligado, até porque a meta Confederação Brasileira de Judô (CBJ) é, no mínimo, repetir as conquistas de Londres.

Na Olimpíada de 2012, o Brasil conquistou quatro medalhas, sendo o ouro de Sarah Menezes e os bronzes de Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva. O próprio gestor de alto rendimento da CBJ, Ney Wilson, reconhece que as coisas não saíram como esperado. “Ficou mais difícil, mas ainda restam dez atletas pra competir”, afirmou.

Dos atletas que ainda vão lutar, os que mais têm chance de chegar ao pódio são Victor Penalber, Rafael Silva e Mayra Aguiar. Isso não quer dizer que os outros estão fora da briga. Tiago Camilo é experiente e medalhista, Rafael Buzacarini pode surpreender, e Rafaela Silva e Maria Suelen Altheman estão em boa forma.

Para Ney Wilson, até agora a equipe deixou a desejar, ainda mais porque o judô é sempre uma aposta grande de medalha para o Brasil. “Nota boa no alto rendimento é uma medalha. Chegamos apenas à disputa de medalha, então acho que estamos com nota 5 ou 6 e vamos brigar para reverter esse quadro nos próximos cinco dias”, comentou o dirigente.

Ele acredita que o grande problema de Erika ofoi perder nas quartas de final para a chinesa Ma Yingnan. A brasileira vinha bem na luta, vencia por uma punição, mas sofreu um golpe no minuto final e não conseguiu mais se recuperar. “Não foi a chinesa que ganhou dela, foi ela que perdeu da chinesa. A vitória estava na mão no final e ela pagou um preço alto. Para a gente era uma luta vencida.”

Nesta segunda-feira, ele sabe que Rafaela Silva tem condições de ajudar o Brasil a conquistar sua primeira medalha do judô no Rio. As disputas começam às 10 horas. “Ela está muito motivada e louca para começar a competir. Sempre que luta em casa, vai muito bem. Ela lida bem com a presença da torcida”, argumentou.