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Dueto do Nado Sincronizado: entrosamento até fora d´água

 Duda Miccuci e Luísa Borges apresentarão as coreografias Capoeira e Amazônia nas rotinas técnica e livre - Foto: Geórgia Infante/COB - Dueto do Nado Sincronizado: entrosamento até fora d´água
Duda Miccuci e Luísa Borges apresentarão as coreografias Capoeira e Amazônia nas rotinas técnica e livre - Foto: Geórgia Infante/COB

O dueto de nado sincronizado do Brasil tem uma sintonia tão fina que, na hora de falar, não tem 'eu', só 'nós' e 'a gente'. Uma apoia a outra em todos os momentos, dentro e fora d’água, o tempo todo. "A harmonia fora da piscina é muito importante para a nossa atuação dentro dela", diz Duda Miccuci, 21 anos. "A gente está muito acostumada a ficar sempre juntas nas viagens, nos treinos, nas concentrações", completa Luisa Borges, 20 anos.

Nos Jogos Olímpicos Rio 2016, essa sincronia estará a serviço de duas coreografias com fortes cores nacionais. A rotina técnica 'Capoeira' já gerou curiosidade até no Japão, onde elas deram entrevistas explicando o que era esse misto de arte marcial, esporte e dança. Na rotina livre 'Amazônia', elas reproduzem, com graça, os movimentos de cinco bichos da floresta: macaco, cobra, morcego, pássaro e jaguatirica. "A gente já apresentou essas coreografias antes, mas no início desse ano fechamos as mudanças e acertamos os detalhes. De lá para cá, foi só corrigir pequenas coisas", conta Luisa.

Duda explica que a escolha dessas coreografias atende a um desejo da dupla de fazer algo que represente o país. "Vai ser muito bacana competir no Rio, porque além de ter o público ao nosso lado, a gente vai divulgar nossa cultura para o mundo. Isso pesou muito na decisão por Capoeira e Amazônia".

As duas caem na água do Maria Lenk no dia 14 de agosto. Depois de encerrada a disputa dos duetos, voltam à carga com a equipe, no dia 18. Até lá, treinam e, nos momentos vagos, aproveitam a Vila Olímpica. "Isso aqui é uma representação do mundo num só espaço. A interação com atletas de outros países e modalidades tem sido uma experiência única", diz Duda. E, como lembra Luisa, no fim das contas estão todos no mesmo barco. "Todos os atletas aqui têm um objetivo. Então os momentos de folga são dedicados à diversão, mas sem perder o foco em nenhum momento. E a gente aprende coisas novas. Na musculação, vimos alguns exercícios que nunca tínhamos visto, cada um adequado para a sua modalidade. Isso é muito interessante", comenta.

Fonte: COB