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Eleição de porta-bandeira teve menos da metade de votos anunciados em parcial

(Foto: Roberto Pereira/Sei) - Eleição de porta-bandeira teve menos da metade de votos anunciados
(Foto: Roberto Pereira/Sei)


Um fato chamou a atenção na votação que definiu a pentatleta Yane Marques como porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura dos Jogos do Rio: a discrepância entre o número final de votos e a prévia anunciada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) na quinta-feira passada. O total de votos apresentado no domingo (961.562) foi menos da metade do que fora anunciado pelo comitê três dias antes.

Procurada pelo Estadão.com nesta segunda-feira, a assessoria de imprensa do COB afirmou que a parcial de votos divulgada na quinta-feira passada estava errada. O equívoco teria partido dos responsáveis pela votação, que foi toda realizada pela internet. O comitê apenas repassou a informação.

Na quinta-feira, o COB havia divulgado que naquele momento já haviam sido "contabilizados mais de dois milhões de votos". Dois dias antes, o diretor executivo de Esportes do comitê, Marcus Vinícius Freire, havia dito que a votação tinha alcançado um milhão de votos apenas nas primeiras 24 horas. O processo de escolha começou na noite de domingo, 24 de julho.

A apuração final, contudo, apresentou números bem diferentes. Segundo a contagem final, 961.562 votos foram computados. O COB não informou números absolutos que cada um dos três candidatos recebeu, apenas a porcentagem: Yane Marques ficou com 49% da preferência, o levantador Serginho com 40% e o velejador Robert Sheidt com 11%.