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Em busca de tri no vôlei, brasileiras festejam 1º triunfo nos braços da torcida

(Foto: Willian Lucas/ Inovafoto) - Em busca de tri no vôlei, brasileiras festejam 1º triunfo com torcida
(Foto: Willian Lucas/ Inovafoto)

Passada a tensão da estreia olímpica, com a vitória contra Camarões, a seleção feminina de vôlei foi comemorar nos braços da torcida - literalmente. Após o término da partida, as jogadoras improvisaram uma celebração com uma meia volta olímpica para cumprimentar os torcedores que vibraram, fizeram 'ola', chamaram pelo nome cada jogadora e cantaram durante toda a partida. "Pelo calor do sentimento que tivemos durante o jogo, não tinha como ser diferente", contou a capitã Fabiana, que em sua quarta Olimpíada ainda estreou com o coração acelerado.

"A emoção é muito grande. Na hora que abriu a cortina, já me arrepiei toda. Não tem emoção de ver o país, todo mundo torcendo,... estar em casa, não tem emoção melhor", contou a jogadora após a partida. "A gente sabe desse carinho de todos os brasileiros que vêm acompanhar. O mínimo que poderíamos fazer é retribuir esse amor. Se pudesse, fazia no jogo todo", brincou.

A ansiedade da estreia diante da torcida era uma preocupação principalmente para as jogadoras estreantes. Por isso, o técnico José Roberto Guimarães optou por colocar todas as atletas em quadra, ao longo da partida, para quebrar a tensão. "É importante todo mundo jogar, somos um time de doze jogadoras por isso mantemos a tanto tempo um nível tão alto", contou a bicampeã Scheila, substituída no último set.

Quem pôde realizar o sonho de estrear na Olimpíada foi a jogadora Fabíola, que deu à luz em maio. Para participar dos Jogos, a atleta parou de amamentar a filha há apenas uma semana. "Foi um frio na barriga quando recebi o uniforme, quando entrei aqui. Sempre foi um sonho jogar a olimpíada. A sensação de estar aqui é maravilhosa", disse.

Também estreante, Gabi, de 22 anos, foi "batizada" na quadra após o primeiro ponto. "É minha primeira Olimpíada, mas só pensei nisso até o primeiro ponto. Depois, bateram na minha cabeça: 'Tá batizada'. Agora é soltar o braço", contou a atleta, que quer manter a comemoração com a torcida. "No primeiro grito que começaram a puxar, estávamos no banco e ficamos arrepiadas. É muito legal ver o suporte da torcida quando cometemos alguns erros", contou.

"O que mais é importante é comemorar com o público a cada vitória, por que a gente sabe que nas derrotas vamos precisar deles também", afirmou o técnico José Roberto Guimarães. Apesar da vitória fácil, a seleção deu brecha, no segundo set, para que as atletas camaronesas quase empatassem a partida. "Tivemos problemas no sistema defensivo, a relação bloqueio-defesa, elas atacaram e acreditaram mais e foi onde cometemos mais erros", completou.

A próxima batalha da seleção será com a rival Argentina, na segunda-feira. A presença da central Thaísa, que desfalcou a equipe na estreia, ainda é dúvida. Ela volta a treinar com a equipe já neste domingo, mas o técnico prefere poupá-la para evitar lesões. "Se eu precisasse dela hoje (domingo), ela poderia jogar", disse o técnico, que não vê gravidade na lesão. Sua preocupação, disse, foi com a queda de duas jogadoras em quadra. "Não aconteceu nada, foi como se tivesse um anjo", brincou.