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Em nova casa para o polo, seleção masculina joga pelo empate para ser líder

(Foto: Rio 2016) - Seleção masculina joga pelo empate para ser líder
(Foto: Rio 2016)

Com o fim das competições de natação, o Estádio Aquático ganha a partir deste domingo novos hóspedes. Daqui até o final da Olimpíada, a piscina que viu Michael Phelps e Katie Ledecky brilharem passa a ser a casa do polo aquático. E a expectativa sobre o que pode fazer a seleção brasileira masculina dificilmente poderia ser melhor.

O time que neste domingo enfrenta a Hungria às 20h40, no jogo derradeiro do dia, chega à última rodada da fase de grupos já classificado às quartas de final - feito inédito para modalidade, que não disputava uma Olimpíada desde 1984. Em segundo no Grupo A, o Brasil joga por um empate para ficar em primeiro. Se a Grécia não vencer a Austrália, é possível até ficar no topo.

Por enquanto, são quatro jogos e três vitórias. O triunfo sobre a Austrália, por 8 a 7, na estreia, deu moral ao time. O sobre o Japão, na segunda rodada, por 16 a 8, era tratado como obrigação. O divisor de águas foi a vitória por 6 a 5 sobre a Sérvia, o melhor time do mundo, atual campeão mundial e tri da Liga Mundial.

“É como ganhar dos Estados Unidos no basquete”, compara o técnico Ratko Rudic, croata considerado o melhor treinador do mundo, dono de quatro medalhas de ouro olímpicas, três delas consecutivas e por times diferentes.

Contratado em 2013, mudou a mentalidade dos jogadores brasileiros. Todos eles dizem que, sob o comando de Rudic, o polo mudou da água para o vinho no Brasil. “Ele fez a gente treinar como nunca treinou. A gente enxergar que a defesa é o que faz a gente jogar melhor, atacar melhor, vencer jogos. Fez a gente aprender a sofrer, que o trabalho é o que no fim das contas chega ao resultado. Ele é o cara que veio para mudar as coisas. Os outros vieram para ajudar. Ele, para mudar”, derrete-se Felipe “Charuto”, que era o capitão do time antes da chegada de Felipe Perrone.

MVP das últimas duas temporadas da Liga dos Campeões da Europa, Perrone nasceu no Rio e jogou o Pan de 2003 pelo Brasil. Sem perspectivas com a seleção, passou a defender a Espanha. Voltou em 2013, trazendo o goleiro sérvio Slobodan Soro e o centro croata Josip Vrlic. Outros três atletas com dupla cidadania chegaram para reforçar o time, bronze na Liga Mundial do ano passado. Segundo Perrone, agora que o esporte já conseguiu atenção, é possível sonhar. “Podemos jogar de igual por igual com qualquer um.”