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Evandro/Pedro Solberg admite vacilo, mas prevê reação 'sob pressão'

(Foto: Divulgação)  - Evandro/Pedro Solberg admite vacilo, mas prevê reação 'sob pressão'
(Foto: Divulgação)


"A gente funciona bem com a corda no pescoço", disse o jogador Evandro, dupla de Pedro Solberg, após a derrota para os cubanos Nivaldo Díaz e Sergio Gonzalez na primeira partida da dupla na Olimpíada, neste domingo. Os brasileiros elogiaram o desempenho dos rivais e fizeram um mea culpa, afirmando que seu sistema defensivo, ponto alto do time, falhou.

Os dois perderam por 2 sets a 1, na única derrota do Brasil entre as quatro duplas do vôlei de praia nesta primeira rodada. Evandro lembrou que não é a primeira vez que os dois começam um torneio com resultado desfavorável e que ambos atuam bem sob pressão. "Por incrível que pareça, todos os torneios que nós ganhamos começamos perdendo", disse.

Na terça-feira Evandro e Pedro voltam a jogar, desta vez contra os canadenses Schalk e Saxton. "Infelizmente a gente começou com o pé esquerdo, mas vamos treinar bastante e espero que na terça-feira a gente volte a jogar com o pé direito", disse Evandro.

Os cubanos Díaz e Gonzalez estão no 52º lugar no ranking da Federação Internacional de Vôlei (FIVB, na sigla em inglês) para a temporada 2016. Os brasileiros destacaram, entretanto, que eles não disputam o Circuito Mundial, sem saber explicar o motivo. A classificação olímpica veio com a participação na Continental Cup.

"Claro que eles estão mais leves, não só pela posição deles no ranking. Todo cabeça de chave entra com uma pressão muito maior, tem coisas a perder", admitiu Pedro. "É um time forte que arrisca. Estão de parabéns, jogaram melhor", disse o jogador, visivelmente abatido.

Única dupla 100% carioca, Evandro/Pedro Solberg foi o time que mais levantou a torcida na Arena de Vôlei de Praia, em Copacabana, sendo aplaudidos de pé na entrada. As famílias dos jogadores foram em peso - Pedro é filho da ex-jogadora Isabel e irmão das jogadoras Maria Clara e Carol. Aos cubanos restou lidar com as vaias a cada saque. Apesar disso, Díaz e Gonzalez minimizaram a pressão. "Essa vitória é muito importante por ser a primeira partida e por ser o Brasil, em casa", disse Gonzalez.