21°
Máx
17°
Min

Fabiana Murer estreia no salto com vara e busca acerto de contas olímpico

(Foto: Divulgação)  - Fabiana Murer estreia no salto com vara e busca acerto de contas
(Foto: Divulgação)

Fabiana Murer inicia a sua participação nas eliminatórias do salto com vara nesta terça-feira, às 9h45, no estádio Olímpico, o Engenhão, como a principal esperança de medalha do atletismo brasileiro. Dois fatores justificam o otimismo. O primeiro é a melhor marca da carreira (4,87 metros) que ela alcançou no Troféu Brasil no mês de julho e que a colocou na vice-liderança do ranking mundial. O segundo é a ausência da arquirrival Yelena Isinbayeva, que tentaria o tricampeonato olímpico, mas foi afastada dos Jogos por causa do escândalo de doping na Rússia.

O retrospecto favorável, no entanto, convive com uma lesão recente. Há um mês, a saltadora descobriu uma hérnia cervical. Ela preferiu não competir na etapa de Londres da Diamond League. Voltou ao Brasil, cumpriu toda a programação de treinos e fez sessões de fisioterapia para chegar no Rio o mais perto possível dos 100%. “Saí contente do último treino. Cada dia para mim é importante. Fui ganhando dia a dia, treino a treino, a força no braço e no ombro”, disse a saltadora.

Elson Miranda, técnico de Fabiana Murer, avalia que é preciso atenção para chegar à final, marcada para a noite de sexta-feira. “A Fabiana foi melhorando gradativamente e dá para passar à final. Ela vai precisar ter atenção”.

Os Jogos do Rio, terceira e última Olimpíada da atleta de 35 anos, representam a chance de um acerto de contas com a sua história olímpica. Ela busca o título que falta em uma carreira marcada por títulos internacionais. Em Pequim-2008, ela ultrapassou os 4,45 m, mas sumiram as varas que ela usaria para saltar os 4,55 e 4,65. Perdeu a concentração e acabou em 10.º lugar. Quatro anos mais tarde, em Londres, ela não se sentiu segura com as condições do vento e terminou em 14.º lugar com 4,50 metros.

A trajetória não deve ser fácil. No salto com vara feminino, pelo menos sete atletas têm chances reais de medalha com marcas entre 4,80 metros e 4,87 metros. Entre elas estão a grega Ekateríni Stefanídi, a cubana Yarisley Silva, a norte-americana Jennifer Suhr, além da própria brasileira. “Estou confiante em chegar bem na classificação. Estou indo fazer a minha prova”, disse a saltadora.