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Felipe Wu controla pressão e vai à final no tiro esportivo no Rio

(Foto: Divulgação/CBTE) - Felipe Wu controla pressão e vai à final no tiro esportivo no Rio
(Foto: Divulgação/CBTE)

Horas depois de a namorada, Rosane Budag, sofrer com o nervosismo e ficar em penúltimo na sua prova no tiro esportivo, Felipe Wu mostrou conseguir controlar melhor as emoções neste sábado. Em uma prova tensa para a torcida, que acompanhava tiro a tiro em busca do 10, o brasileiro fechou a fase de classificação em sétimo e avançou à final da pistola de ar 10m. A briga por medalhas começa às 15h30, com os resultados zerados.

O começo da competição não foi bom para Felipe, que fez 96 pontos na primeira série e 95 na segunda - máximo de 100. Ele começou a recuperação na terceira, com 99, e foi subindo na classificação para delírio dos torcedores, muitos desacostumados com a modalidade e que só compraram ingressos pela possibilidade de uma medalha. Na metade da quarta série, ele já aparecia na zona de classificação à final.

A partir dali, cada tiro certeiro o colocava dentro do Top 8, da mesma forma que uma tentativa fora do alvo poderia tirá-lo da final. O nervosismo claramente bateu e Felipe passou adotar intervalos mais longos entre um tiro e outro, para controlar o coração. Ele não tinha acesso à classificação geral, mas a torcida sim. O último tiro, certeiro, foi comemorado como um gol no estande do Complexo de Deodoro. No total, ele fez 580 pontos, de 600 possíveis. Passou à final por dois.

Felipe Wu chegou ao Rio-2016 como principal esperança de medalha do tiro esportivo brasileiro. Prata na Olimpíada de Juventude em 2010, em Cingapura, o jovem de 24 anos viu seus resultados evoluírem de forma significativa nesta temporada, quando ganhou duas etapas de Copa do Mundo, em Baku (Azerbaijão) e Bangcoc (Tailândia), passando à final com respectivamente 580 e 582 pontos.

Além de Felipe, o Brasil também foi representado por Julio Almeida, que terminou em uma honrosa 13.ª colocação (577 pontos), um dos melhores resultados olímpicos do País no tiro esportivo. Uma medalha não vem desde 1920, quando o tiro deu os três primeiros pódios olímpicos ao Brasil. A hora de quebrar esse tabu pode ser agora.