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Gabriel Barbosa nega que revés da seleção feminina eleve responsabilidade em semi

Foto: Rafael Ribeiro/ CBF - Gabigol nega que revés da seleção feminina eleve responsabilidade
Foto: Rafael Ribeiro/ CBF

Para o atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol, o fato de a seleção feminina não ter conseguido chegar à final do torneio olímpico não aumenta a responsabilidade do time masculino que nesta quarta-feira enfrenta Honduras, no Maracanã, por uma vaga para disputar a medalha de ouro. Ele diz ter ficado chateado com o que ocorreu com as meninas, mas entende que são situações diferentes.

"Não acho que as meninas fracassaram. Elas fizeram um grande jogo e perder nos pênaltis é muito triste, mas não tem pressão a mais", disse o atacante santista em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, na Granja Comary. "Sabemos que a pressão é sempre muito alta, mas se estamos aqui (na seleção) é porque suportamos. O Maracanã vai estar lotado e isso pode ser motivo de alegria, não de pressão."

No final do treino da manhã desta terça-feira, Gabigol teve uma longa conversa com o técnico Rogério Micale. O papo de 25 minutos criou a expectativa de que o atacante possa ser sacado do time contra Honduras - entraria Thiago Maia e o esquema seria um pouco mais conservador. O jogador, porém, não deu pistas sobre essa hipótese. "A conversa com Micale foi muito boa, mas é uma coisa particular", disse. "Não vamos falar se ele vai mudar ou manter o esquema. Foi uma conversa de pai para filho. Mas é bom que vocês (jornalistas) fiquem com uma pulga atrás da orelha", completou, sorrindo.

O atacante Gabriel Jesus entende que uma das chaves do sucesso no jogo contra os hondurenhos será a paciência. Ele começou a Olimpíada jogando mais centralizado no ataque, não foi bem, mas seu futebol melhorou quando Micale o colocou pelo lado esquerdo - e com a função extra de ajudar a defesa.

Contratado pelo Manchester City, para onde irá após o término desta temporada no Brasil, o jogador do Palmeiras diz que prefere jogar pelos lados do campo, mas não vê problemas em atuar em outra posição. "É uma vantagem porque o futebol pede que você seja polivalente. Eu fico feliz, eu gosto mais de jogar na ponta, só que deixei bem claro sempre que onde os técnicos me colocarem eu vou estar disposto para cumprir essa função. Aprendi muito e isso me ajudou bastante", afirmou.

Já o gremista Luan, que viu o time crescer a partir de sua entrada, prefere não se achar tão fundamental assim para a seleção olímpica. "Desde o primeiro jogo faltava o gol, isso era ansiedade. Minha entrada não foi determinante para que saíssem os gols. Com um ataque com todos jogadores de qualidade, o gol era importante para nos dar confiança", disse.