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Histórico mostra EUA e China como maiores beneficiados por ausência da Rússia

Se todas as medalhas obtidas pela Rússia no atletismo nos dois últimos Mundiais e nos Jogos Olímpicos de Londres fossem retiradas, nada mudaria pelo Brasil. Pelo menos que mostra o histórico recente, o país-sede do Rio-2016 não deve ser beneficiado pela ausência dos atletas russos, confirmada nesta quinta-feira pela Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês).

Considerando esses últimos três grandes eventos do atletismo, a Rússia ganhou 38 medalhas, sendo 17 em Londres e no Mundial de Moscou, em 2013, e apenas quatro no Mundial de Pequim, no ano passado, quando o cerco contra o doping no atletismo russo já estava se fechando.

Num cenário hipotético em que todos os resultados da Rússia fossem desqualificados e as 38 medalhas realocadas, quem mais se daria bem seria os Estados Unidos, que ganhariam quatro medalhas novas. Além disso, seis pratas se transformariam em ouro e três bronzes virariam prata.

A China também não teria do que reclamar, principalmente por ser a segunda potência da marcha atlética. Os chineses também ganhariam quatro medalhas extras, sendo três delas de ouro e duas de prata, em detrimento à diminuição de uma medalha de bronze. O Quênia também ficaria no lucro de quatro medalhas, enquanto a Jamaica ganharia três medalhas, assim como a Espanha, a Ucrânia e a Alemanha.

Isso mostra que os maiores beneficiados pela ausência da Rússia no atletismo do Rio-2016 deverão ser os países que já são tradicionais no esporte e que têm maiores possibilidades de medalha.

Nações não tão tradicionais, como o Brasil, deverão aproveitar-se pontualmente da ausência dos russos em determinadas provas. No salto com vara, por exemplo, Isinbayeva era uma das cinco principais rivais de Fabiana Murer. Sem ela, ainda assim, sobram pelo menos quatro candidatas: a grega Ekateríni Stefanídi, a cubana Yarisley Silva e as norte-americanas Sandi Morris e Jennifer Suhr.

Na marcha atlética, a ausência dos russos também ajuda, ainda que isso não seja uma novidade. Praticamente todos os principais atletas da Rússia já estavam suspensos por doping individualmente, fora da Olimpíada. No Mundial deste ano, Caio Bonfim foi oitavo e Erica Sena ficou em quarto, apesar da ausência dos russos.

No salto com vara masculino, Thiago Braz não tem rivais russos de peso. No revezamento 4x100m, tanto no masculino quando no feminino, a Rússia não tem equipes fortes, de forma que a ausência do país não influencia na briga por medalhas.