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Jamaicana começa luta por tri olímpico nos 100m; EUA devem concentrar medalhas

Foto: Kin Cheung/AP - Jamaicana começa luta por tri olímpico nos 100m
Foto: Kin Cheung/AP

Mesmo sem Usain Bolt, o espetáculo está garantido na estreia do atletismo. O protagonismo fica por conta da jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce e a sua busca pelo tri nos 100 metros. As eliminatórias da prova começam nesta sexta-feira, às 22h40, e vão definir as semifinalistas. A maior adversária da atleta, apelidada de Pocket Rocket (Foguete de Bolso, em português), não tem rosto - ela convive com a pior lesão de sua carreira.

Com dores no dedão do pé esquerdo, Fraser-Pryce enfrentou dificuldades ao longo desta temporada e abriu mão dos 200m no Rio. No entanto, não dá para descartar seu favoritismo.

Ela é tricampeã mundial, tem o recorde jamaicano dos 100m (10s70) e também o 4º melhor tempo da história, atrás das norte-americanas Florence Griffith-Joyner (10s49), Carmelita Jeter (10s64) e Marion Jones (10s65).

Longe de estar no auge de sua performance, Fraser-Pryce vê as adversárias em grande fase. A mais surpreendente é Elaine Thompson, de 24 anos, que na seletiva jamaicana igualou o seu recorde nacional dos 100 metros. E os Estados Unidos vêm com três fortes competidoras: English Gardner, Tianna Bartoletta e ainda Tori Bowie.

Quem tenta acabar com a supremacia de Jamaica e Estados Unidos é a holandesa Dafne Schippers. A atleta começou sua carreira no heptatlo e tem brilhado nas provas de velocidade nos últimos tempos.

ESTADOS UNIDOS - "Regras são regras. Não me preocupo com quem ignorou isso, meu foco está na minha atuação.” A reação da velocista Allyson Felix reflete o estado de humor da equipe de atletismo dos EUA diante da punição imposta à delegação russa por uso de doping - com isso, as chances de medalha para os americanos aumentam. Ouro nos 200m e nos revezamentos 4x100m e 4x400m em Londres-2012, Allyson é uma das grandes esperanças para que os Estados Unidos alcancem, de forma inédita, mais pódios em provas femininas que masculinas.

Com 126 atletas, a equipe norte-americana terá a participação de cinco medalhistas de ouro e cinco detentores de recorde olímpico. Recuperando-se de uma contusão, que a impediu de se classificar para a disputa dos 200m, Allyson Felix pretende, além dos revezamentos, disputar os 400m, prova na qual cravou a melhor marca do ano. “Já me sinto melhor agora que passamos seletivas”, disse.

Já Devon Allen terá um caminho mais aberto para a medalha dos 110m com barreira com a ausência do russo Sergey Shubenkov, atual campeão mundial. “Sempre quero disputar contra os melhores”, comentou. “Como o atual campeão é russo, é decepcionante sua ausência, mas, não faço as regras, só me preocupo em competir.”