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Lipe: o 'piá' de ouro de Curitiba e do Brasil

(Foto: Robson de Lazzari/Rede Massa) - Lipe: o 'piá' de ouro de Curitiba e do Brasil
(Foto: Robson de Lazzari/Rede Massa)

O sonho em jogar uma Olimpíada e defender as cores de seu país sempre fez parte da vida de Luiz Felipe Fonteles. O ‘piá’ curitibano, apaixonado por vôlei e por seu time do coração, fez seu nome ser conhecido pela maioria dos brasileiros. Lipe, como é chamado o ponteiro da Seleção Brasileira de Vôlei, contou como foi jogar uma Olimpíada em casa, e mais ainda: subir ao lugar mais alto do pódio.

“Eu tinha vontade de chorar acompanhando os outros esportes”. Para o menino que sempre sonhou em participar dos Jogos Olímpicos, ver seu sonho virar realidade é algo que ‘não pode responder em palavras’. “Pisar naquela quadra com os arcos olímpicos no chão era emocionante”.

Três operações no joelho e 17 anos de dedicação ao vôlei: uma carreira pesada, como o próprio atleta definiu, foi ‘coroada’ com a medalha de ouro e o lugar mais alto do pódio. “Receber a medalha e cantar o hino, no primeiro lugar do pódio, em casa, foi realmente a satisfação mais forte que eu tive na minha carreira”, contou. Para Lipe, ter dado a alegria do outro para os brasileiros foi uma honra, assim como receber o reconhecimento de todos.

Futuro

Apesar do êxtase com o ouro olímpico, Lipe contou que no momento não tem contrato com nenhum clube. “É interessante um campeão olímpico não ter nenhum contrato fechado, mas também foi opção minha”, disse.

O Taubaté, equipe que defendia, reduziu o salário e o atleta resolveu não renovar o contrato. “Tenho uma proposta para ir jogar no Irã, o que deve acontecer. Mas tenho esperança de conseguir voltar”.

Time do coração

Além da paixão que alimenta pelo vôlei, Lipe também tem seu time do coração: o Coritiba. O atleta torcedor aproveita as folgas da temporada para acompanhar o time de perto, no estádio, quando é possível. “Já fui em várias disputas, principalmente do estadual, que batia com a folga da temporada. Peguei alguns títulos paranaenses aqui em casa”, revelou.

Mostrando-se confiante na equipe, o ponteiro da Seleção Brasileira acredita em uma recuperação na temporada, e em um crescente da equipe no futuro. “Agora vai ser um pouco mais difícil ir ao estádio, mas daqui uns anos pretendo voltar, ser sócio de carteirinha para acompanhar com mais frequência”.

Colaboração Louise Fiala e Robson de Lazzari/Rede Massa